Amazonas Formal & Informal

Greve dos rodoviários será por falta de diálogo com o prefeito tucano

Motoristas em greve, concentrados na porta do Sindicato, em Manaus.
Motoristas em greve, concentrados na porta do Sindicato, em Manaus.
Redação
Escrito por Redação

O Sindicato dos Rodoviários sinaliza com nova ameaça de paralisação do sistema de transportes coletivos de Manaus, já na próxima terça feira (26). De acordo com o presidente da categoria Givancir de Oliveira, a greve só não acontecerá se o prefeito Arthur Neto (PSDB) voltar a negociar com a categoria, em nome dos empresários.

Os rodoviários alegam que vem insistindo na negociação com o prefeito tucano, mas ele não tem recebido a categoria para conversar e, muito menos tem mostrado interesse em resolver o problema dos trabalhadores do sistema.

O dissídio coletivo dos Rodoviários está à porta, com a decisão de ser inserido na planilha, a insalubridade e a PLR. Essa era uma promessa do prefeito, até o início do ano, mas agora ele se recusa em voltar a negociar com os trabalhadores, motivo que leva a categoria optar pela greve, como último recurso.

Givancir disse que está muito difícil chegar ao gabinete do prefeito. Tem barreiras por todos os lados. “O prefeito Arthur Neto (PSDB), não consegue conversar sequer com o segmento patronal”, lamentou. Na opinião do presidente dos rodoviários, esse ano de 2016 está pior de negociar do que em anos anteriores. “Dessa vez ninguém sentou com o sindicato para definir o dissídio coletivo, os ganhos da data base da categoria, os benefícios prometidos aos trabalhadores”, justificou.

Diante do silêncio sepulcral do prefeito tucano, Givancir acredita que ele tenha dado ordem aos empresários, mas eles não estão obedecendo. A greve pode ser evitada pelo prefeito, só ele pode resolver porque é o prefeito, mas o prefeito desapareceu do cenário da negociação e nem os empresários estão obedecendo o atual chefe do executivo.

Sobre o reajuste das passagens de ônibus de R$ 3,00 para R$ 3,50 suspensa pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), dia 11 de abril, Givancir disse que a decisão, na verdade, seria do prefeito. Os empresários apresentam a planilha e o prefeito defini o aumento. “A palavra final é dele, os empresário não brigam com o prefeito, se ele disser paga, os empresários não vão bater de frente”, explica.

O problema é que o prefeito não vai autorizar aumento antes das eleições, mas se ele se reeleger, uma das primeiras medidas de sua provável gestão, é aumentar as tarifas dos transportes coletivos, até para valores maior do que o que foi autorizado e vetado agora.

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