Política

Grupos entregam manifesto ao presidente do Senado em apoio à Dilma Rousseff

Redação
Escrito por Redação

Nesta terça-feira (26), o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu representantes da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, que reúnem movimentos sociais contrários ao processo de impeachment em curso no Senado Federal. O grupo entregou a Renan Calheiros um manifesto de apoio à presidente da República, Dilma Rousseff, assinado por 322 instituições da sociedade civil.
— Nós não podemos aceitar nenhum golpe institucional. Uma coisa é o rito que se segue, outra coisa é se existe ou não crime e, por isso, nós queremos apelar para o Senado, na sua pessoa [Renan Calheiros], para que vocês zelem, porque não é brincadeira tirar uma presidenta sem que haja crime real — defendeu João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Renan Calheiros destacou que, nesse momento difícil da vida nacional, “é fundamental, na medida que aumentem as dificuldades, que possamos conversar”. Renan afirmou que, como presidente do Senado, “tem a exata dimensão do seu papel” e vai “demonstrar isenção e compromisso com o Brasil e com a democracia”.

— Eu tenho dito, e vou repetir, que eu farei tudo que estiver ao meu alcance para garantir o máximo de previsibilidade democrática que tiver para garantir o processo — assegurou Renan.

Segundo Stédile, há um reconhecimento dos movimentos sociais pela “postura democrática” do presidente do Senado. A avaliação foi compartilhada pelos senadores que acompanhavam o grupo. Estavam presentes as senadoras Regina Souza (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN), Donizeti Nogueira (PT-TO), Paulo Rocha (PT-PA), Paulo Paim (PT-RS), e Jorge Viana (PT-AC).

— O rito do impeachment nunca foi praticado no Brasil. Na época do Collor, foi um rito sumário por acordo. Agora o presidente Renan, aqui no Senado, está impondo que o rito se cumpra, sem tirar nenhum prazo e também sem acrescentar nenhum outro — esclareceu Jorge Viana.

— O rito do impeachment nunca foi praticado no Brasil. Na época do Collor, foi um rito sumário por acordo. Agora o presidente Renan, aqui no Senado, está impondo que o rito se cumpra, sem tirar nenhum prazo e também sem acrescentar nenhum outro — esclareceu Jorge Viana.

Os senadores e as lideranças populares também pediram a Renan Calheiros que permita o acesso dos movimentos às galerias do Senado nos dias de votação do impeachment. O presidente respondeu que vai estudar como democratizar, ao máximo, o acesso às galerias.

Ao falar sobre as etapas do processo de impeachment, o presidente do Senado disse que “mais do que nunca, nós não podemos partidarizar esse debate”. Renan explicou que sempre manteve com a presidente Dilma “uma relação de colaboração”, inclusive com a criação da Agenda Brasil, com propostas para vencer a crise econômica, mas não deixou de fazer críticas quando entendeu que precisava fazer críticas e alertar quando entendeu que precisava alertar.

— Se for o caso de nós termos um governo temporário, eu terei, com o governo temporário, a mesma relação que tive com a presidente Dilma, de independência, mas de colaboração com aquilo que significar o interesse nacional — frisou Renan.

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