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Homens armados invadem delegacia no Careiro e resgatam dupla de presos

Detento Lucas de Souza Nunes/Foto: divulgação
Redação
Escrito por Redação

Os detentos Lucas de Souza Nunes, 18, e José da Silva Manuares, foram resgatados de dentro da 34ª Delegacia de Polícia do Careiro Castanho, (a 83 quilômetros de Manaus), na madrugada desta segunda-feira (20), por três homens fortemente armados.

Lucas estava preso desde do 11 de maio, por envolvimento no assalto ao banco do Bradesco do município, no dia 5 de maio. José cumpria pena na unidade por homicídio desde de 2014.

De acordo com uma fonte policial, por volta das 3h de hoje, duas mulheres bateram na porta da delegacia informando que queriam fazer um Boletim de Ocorrência (BO). Em seguida, três homens armados com pistolas e uma metralhadora invadiram a delegacia, renderam a investigadora e um guarda municipal que estavam no plantão.

Os suspeitos colocaram uma arma na cabeça da investigadora e ordenaram que abrisse a cela onde estava Lucas e José. Após liberar os criminosos, o trio trancou a policial e o guarda municipal dentro da cela com os outros presos.

Os suspeitos fugiram levando o celular e arma da investigadora. Um dos presos conseguiu ver por um buraco da cela que havia mais pessoas do lado de fora da delegacia, esperado os outros suspeitos.
De acordo com a fonte policial, há suspeitas de que as mulheres que foram fazer o BO são ligadas à quadrilha, pois, no último sábado (18), a dupla foi ao pelotão da Polícia Militar perguntar onde ficava a delegacia da cidade, pois queriam fazer uma denúncia.

Os policiais civis do município reclamam que somente um investigador fica no plantão, o que facilita a ação de criminosos.

“Se tivesse mais policiais no plantão, essa fuga poderia ter sido impedida, mas é só um investigador por plantão e, às vezes, um guarda municipal, mas o guarda não fica armado. Não foi culpa da polícia e sim do governo que não aumenta o efetivo nas delegacias do interior”, disse o policial que preferiu não se identificar.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil, mas até o momento o órgão não se pronunciou sobre o ocorrido.

(EM TEMPO)

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