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Indústria da construção fecha semestre com 40% de ociosidade

Índice de ociosidade na construção alcança 40%/Foto: Arquivo
Índice de ociosidade na construção alcança 40%/Foto: Arquivo
Redação
Escrito por Redação

A pesquisa Sondagem Indústria da Construção do mês de junho, levantada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) entre  1º e 13 de julho com 607 empresas do segmento, mostra que o cenário negativo persiste em junho. Os indicadores de nível de atividade e do número de empregados ficaram em 37,5 pontos e 35,9 pontos, permanecendo abaixo dos 50 pontos, o que significa queda da atividade e do emprego em comparação com o mês anterior. O índice varia de zero a cem pontos. A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) fechou o mês de junho em 60%, 1 ponto percentual inferior ao registrado em maio e 9 pontos percentuais abaixo de junho de 2014. O que significa que 40% do parque industrial do setor está ocioso.
Os empresários acreditam que a alta carga tributária, as elevadas taxas de juros e a inadimplência dos clientes foram as três principais barreiras enfrentadas pela indústria no segundo trimestre. Os problemas foram citados por 35,4%, 35% e 30,5% dos entrevistados – foi solicitado que apontassem até três itens, por isso a soma dos percentuais supera 100%. Em quarto e quinto lugar aparecem a demanda interna insuficiente (27,6%) e a falta de capital de giro (27,2%).

“Com os resultados negativos do primeiro semestre, a expectativa dos empresários para os próximos seis meses é negativa. Eles esperam uma queda ainda maior do nível de atividade, do lançamento de novos empreendimentos e do número de empregados nos próximos seis meses. A intenção de investimentos segue bastante reduzida”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

​CUSTO MAIS ALTO – O preço médio dos insumos e matérias-primas manteve a tendência de crescimento no segundo trimestre, mas em menor intensidade do que a observada no primeiro trimestre de 2015. O indicador foi de 62 pontos, 2,3 pontos abaixo do trimestre anterior. Indicadores acima de 50 representam aumento no preço médio das matérias-primas. Com o custo mais elevado, caiu a satisfação das empresas com o lucro operacional e com a situação financeira. Os indicadores ficaram em 32,7 pontos e 37,2 pontos – abaixo de 50 demonstra insatisfação.

​​PESSIMISMO – Os indicadores de expectativa se mantiveram abaixo de 50 pontos, o que significa que os empresários se mantêm pessimistas para os próximos seis meses. O índice de nível de atividade passou de 42,6 pontos no primeiro trimestre para 43,2 pontos, o de novos empreendimentos e serviços ficou estável em 41,8, o de compras de insumos e matérias-primas subiu de 40,7 para 41,7. Já o de número de empregados se manteve estável em 40,7, mas abaixo dos 50, o que significa expectativa de que os empregos diminuam. Com isso, a intenção de investir permanece baixa. Em julho, ficou em 29,7 pontos, uma queda de 17,7 pontos em relação ao mesmo mês de 2014 e de 24,7 pontos em relação a julho de 2013.

Das 607 empresas ouvidas, 192 são de pequeno porte, 282 são médias e 133 são grandes.

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