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Inflação desacelera para 0,44% em agosto e fica em quase 09%, em 12 meses

Alimentos ajudam a desaceleração, em agosto/Foto: Divulgação
Alimentos ajudam a desaceleração, em agosto/Foto: Divulgação
Redação
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Alimentos ajudam a desaceleração, em agosto/Foto: Divulgação

                         Alimentos ajudam a desaceleração, em agosto/Foto: Divulgação

A inflação oficial no Brasil fechou o mês de agosto em 0,44%, o representa desaceleração em relação a julho, quando a alta dos preços havia sido de 0,52%.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado (0,22%), a inflação acelerou.
Com a alta dos preços em agosto, o acumulado no ano é de 5,42%. Em 12 meses, a inflação é de 8,97%, pouco acima da registrada em julho (8,74%).

O resultado ainda está muito acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, podendo oscilar de 2,5% a 6,5%. Em 2015, a inflação foi de 10,67%.

Os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Preço do feijão caiu 5,6%

O preço dos alimentos, que vem pressionando a inflação, subiu menos em agosto (+0,3%), contribuindo para a desaceleração do índice.

O feijão carioca, que havia subido 32,42% em julho, ficou 5,6% mais barato. No ano, porém, o preço do produto ainda acumula forte aumento de 136,57%.

Outro alimento que barateou no mês, mas ainda está mais caro no ano, é a batata-inglesa, cujo preço caiu 8% no mês passado, e subiu 13,39% desde janeiro.

O preço da cebola foi o que mais caiu (-18,46%). Neste ano, o produto acumula queda de 36,95%.
Derivados do leite encarecem

Por outro lado, as frutas ficaram 4,94% mais caras em agosto, assim como derivados do leite.

O preço do leite condensado subiu 10,23%, o do leite em pó, 7,4%, e o da manteiga, 4,46%. O leite longa vida ficou 2,52% mais caro.
Inflação e juros

A inflação alta tem sido uma das principais dores de cabeça para o Banco Central nos últimos anos. A taxa de juros é um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços.

Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair (obedecendo à lei da oferta e procura), o que, em tese, controlaria a inflação.

Porém, a taxa de juros já está alta e aumentá-la ainda mais poderia comprometer a retomada do crescimento da economia. O Banco Central tem dito que buscará deixar a inflação dentro da margem de tolerância deste ano. Atualmente os juros estão em 14,25% ao ano.
Perspectivas

A projeção para a inflação no final de 2016 foi mantida em 7,34%, segundo o último Boletim Focus, com as expectativas de economistas consultados pelo Banco Central.

Para os próximos 12 meses, a projeção de inflação caiu de 5,32% para 5,28%. Para 2017, os economistas reduziram a previsão de 5,14% para 5,12%.(UOL/Reuters)

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