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Intermediário de pistoleiro é ouvido no ‘Caso Marcelaine’

Vigilante Edney da Costa, interrogado/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

O juiz Mauro Antony, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, realizou no início da tarde de hoje, quinta-feira (18), a última audiência de instrução do “Caso Marcelaine”.

Durante o ato, o magistrado ouviu o depoimento do vigilante Edney Costa Gomes, acusado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) de ser o intermediário entre a socialite Marcelaine Santos Schumann e Charles MacDonald, responsável por negociar o crime com Rafael Leal dos Santos, apontado como o atirador.

“Nós não estávamos conseguindo citar o Edney e o processo continuou em andamento normalmente com relação aos outros acusados, ficando parado com relação a ele. Se ele não tivesse aparecido, nós já teríamos encerrado o processo e desmembrado a parte dele. Como ele decidiu aparecer no cartório, apresentou sua defesa e hoje foi feito o interrogatório”, explica o magistrado Mauro Antony.

Segundo o juiz, após a audiência, serão apresentadas as alegações finais e o processo se encerra. “Após o ato de hoje, existe o prazo de dez dias para a apresentação das alegações e, logo em seguida, já dou o meu voto se os acusados vão ou não a júri popular”. Vale ressaltar que Edney negou todo o depoimento dado na delegacia, assim como os demais envolvidos no crime.

Tornozeleira

Aguardando o julgamento, em liberdade, Marcelaine Santos Schumann e Karen Arevalo Marques (responsável por intermediar o aluguel da arma) estão sendo monitoradas por meio de tornozeleira eletrônica. Logo após a audiência, Antony entrou em reunião com funcionários da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, órgão responsável por monitorar as duas acusadas.

Ele afirma que não houve nenhum problema com relação as duas, mas precisa desse encontro para esclarecer como funciona o monitoramento. “É mais para uma questão de esclarecimento do que pode ou não pode usando o aparelho. Já havia tido uma reunião prévia com o pessoal da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) e eles sabem como funciona. Por se tratar de um recurso relativamente novo, existiam algumas dúvidas, mas está tudo normal”, finaliza.

ENTENDA O CASO

A socialite Marcelaine Santos Schumann, 36, está sendo acusada de arquitetar o assassinato da estudante Denise Silva, 34, que levou dois tiros no dia 12 de novembro de 2014, no estacionamento de uma academia, no Centro. O pivô da ação teria sido o empresário o empresário Marcos Souto, disputado por ambas.

Além da mandante, outras quatro pessoas estão envolvidas: Rafael Santos (autor dos disparos), Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco (responsável por negociar o crime com Marcelaine), Karen Arevalo Marques (responsável por intermediar o aluguel da arma) e Edney Costa Gomes (primo de Mac Donald).

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