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Iranduba: terreno de escola está sendo tomado para fazer campo de futebol

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Redação
Escrito por Redação

Um terreno medindo aproximadamente 100 hectares, no Km 05, da estrada da comunidade do Caldeirão, no município de Iranduba, está sendo motivo de reivindicação de antigos moradores e para investigação do Ministério Público e de órgãos do Estado ligados à área da educação.

Há mais de um ano os moradores da comunidade vem reivindicando a legalização da área, que hoje está em nome de Delcimar Nascimento da Silva, para o funcionamento da Escola Municipal Dona Mieko além de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma quadra esportiva, igreja católica, posto de saúde municipal. Sendo que em apenas duas delas, já foram gastos mais de R$ 1 Milhão de verbas federais sem a conclusão das obras.

No entanto, os ânimos se acentuaram nesse início de mês, depois que Delcimar, que é funcionário da Defesa Civil de Iranduba, resolveu vender parte do terreno a terceiros. De imediato, o novo dono (não foi citado o seu nome), mandou cercar o estacionamento, na parte que fica entre escola e a UBS, dificultando o acesso de alunos e colocando em risco a vida de criança e jovens que precisam desembarcar no meio da estrada, do ônibus escolar.

Revoltados, moradores e ex-professores resolveram denunciar. Dona Maria Valdete, disse à reportagem do Correio da Amazônia, que o terreno está dentro de uma propriedade que pertencia à senhora Mieko Otani, há mais de 20 anos. Ela cedeu parte do terreno para a construção da escola, que leva o seu próprio nome, muito embora, ainda permaneça viva. Também estão no terreno uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e a Quadra Poliesportiva Coberta, que foram construídas com recursos do Governo Federal.

Até se eleger presidente da comunidade do Caldeirão, dona Miako administrou a escola sem atropelos e sem reivindicações dos moradores. Foi quando ela vendeu as sua propriedade para o Delcídio, mas não fez o desmembramento da área da escola, que agora está sendo reivindicada pela comunidade.

Tudo poderia ser ter sido resolvido, caso o ex-prefeito Xinaik Medeiros tivesse feito o desmembramento e a titularização da área destinada à escola. Até porque, nessa mesma época, o ex-prefeito teria recebido verbas federais vultuosas para a construções da UBS e da Quadra Coberta, todas instaladas dentro da área em questão.

Nssa mesma questão, poderia estar sendo responsabilizada a atual prefeita Maria Madalena de Jesus. Na época, ela era secretária da Saúde do município e tinha conhecimento de todo o desenrolar do caso. Atualmente ela é prefeita do município, mas não tem se mostrado interessada na resolução do caso. Pelo menos é o que tem dado a entender aos comunitários do Caldeirão.

UBS no meu do mato, mesmo depois de mais de R$ 400 mil gastos.

UBS no meu do mato, mesmo depois de mais de R$ 400 mil gastos.

Em uma breve visita ao local, a nossa reportagem só viu mato e escombros no lugar onde deveria estarem prontos os prédios da UBS e da Quadra Poliesportiva Coberta. Nem mesmo as placas de identificação das obras escaparam do descaso e abandono do poder público municipal de Iranduba.

Quadra Poliesportiva de R$ 500 Mil inacabada.

Quadra Poliesportiva de R$ 500 Mil, inacabada e no meio do mato.

A placa da UBS, embora desbotada, ainda mostra que a obra custou ao município R$ 459.717,55. O problema é que só levantaram as paredes. Hoje o mato cobriu tudo (foto). Em condições parecida, está a construção da Quadra Poliesportiva Coberta. Lá foram gastos R$ 509 Mil, mas não tem nada concluído. Entretanto, consta nos anais da prefeitura de Iranduba, que foram colocadas até pedra de mármore nos banheiros masculinos e feminino.

“Alguém tem que ser responsabilizado”, acentua o presidente da comunidade do Caldeirão, Jones Silva. Ele não sabe exatamente o tamanho do terreno, mas afirma que a dona Miako teria que ter feito o desmembramento antes de vender para o atual dono, Delcimar Nascimento.

A Escola Municipal Dona Miako atende em torno de 400 alunos da educação infantil e ensino fundamental, além dos alunos do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), no período da noite.

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