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Isaquias faz história nas Olimpíadas: Ouro, Prata e Bronze

Erlon e Isaquias, prata na canoagem C2 1.000/Foto: AFP
Redação
Escrito por Redação
Erlon e Isaquias, prata na canoagem C2 1.000/Foto: AFP

                         Erlon e Isaquias, prata na canoagem C2 1.000/Foto: AFP

Isaquias Queiroz não venceu uma prova sequer, mas mudou a história do Brasil em Olimpíadas. O canoísta de 22 anos tornou-se, agora há pouco, o primeiro representante nacional a acumular três pódios em uma edição: depois de uma prata no C1-1000m e de um bronze no C1-200m, obteve, competindo ao lado de Erlon Souza, 25, a prata da prova C2-1000m da Rio-2016.
Os brasileiros lideraram pelos primeiros 750 metros, mas os alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey passaram no final e garantiram o ouro com 3min43s912. Isaquias e Erlon fizeram o percurso na Lagoa Rodrigo de Freitas com 3min44s819. O bronze ficou com os ucranianos Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk com 3min45s949.

O desempenho na canoagem impulsionou o país anfitrião, que já assegurou sua melhor participação em Jogos. A medalha de Isaquias e Erlon é a 16ª do Brasil na Rio-2016, mas o país já tem mais dois pódios garantidos (fará neste sábado a decisão do ouro no futebol masculino e no domingo do vôlei masculino). Assim, vai superar o seu maior número de láureas em uma edição (17 em Londres-2012) e já igualou o recorde de ouros (cinco em Atenas-2004).

Grande parte desse desempenho é responsabilidade de Isaquias. Até este ano, o Brasil jamais havia frequentado o pódio olímpico da canoagem velocidade. O atleta baiano mudou o panorama: esteve entre os três primeiros nas três provas que disputou na Rio-2016. Antes dele, apenas quatro representantes nacionais tinham coletado mais de uma medalha na mesma edição de Jogos (os atiradores Afrânio da Costa e Guilherme Paraense, na Antuérpia-1920; o nadador Gustavo Borges, em Atlanta-1996; e o nadador Cesar Cielo, em Pequim-2008).

Nascido em Ubaitaba, município situado a 172 quilômetros de Salvador, Isaquias foi forjado como atleta em um projeto social na Bahia. Ganhou duas medalhas no Mundial júnior de 2011, em Brandemburgo (Alemanha), e acumulou seis pódios nas duas últimas edições de Mundial adulto (três ouros e três bronzes).

No Mundial mais recente, aliás, ele e Erlon conquistaram a medalha de ouro na C2-1000m. O título em Milão-2015 incluiu o conjunto nacional entre os favoritos da prova na Rio-2016, e essa condição só foi reafirmada depois que os dois registraram o melhor tempo da sessão eliminatória realizada na última sexta-feira (19). Porém, na final os alemães foram melhores.

A medalha deste sábado é a primeira de Erlon, que está em sua segunda participação nos Jogos Olímpicos. Em Londres-2012, competindo ao lado de Ronilson Oliveira, o canoísta parou na semifinal da C2-1000m.(UOL)

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