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Jiu-Jítsu amazonense disputa competições do circuito americano nos EUA

Lukas, Emanuel e Gabriel, no circuito internacional de Jiu-Jítsu/Foto: Mauro Neto
Redação
Escrito por Redação
Lukas, Emanuel e Gabriel, no circuito internacional de Jiu-Jítsu/Foto: Mauro Neto

           Lukas, Emanuel e Gabriel, no circuito internacional de Jiu-Jítsu/Foto: Mauro Neto

Trio formado por Lukas Matheus Aguiar, Emanuel Castro e Matheus Gabriel Barros, embarcou na madrugada de hoje, segunda-feira (29), para uma temporada de competições no exterior, com a primeira batalha nos dias 03 e 04 de setembto, no Grand Slam de Jiu-Jítsu, em Los Angeles, e o seguido será o Dallas Open, 17 e 18 de setembro, e posteriormente, o Pan-Americano sem Kimono, em Nova York, nos dias 31 e 1º de outubro.
Em comum, os três compartilham, não somente da amizade aflorada através do esporte, mas, também a estreia em todas as competições que estão por vir. Além disso, mirando o futuro, o trio pretende obter cada vez mais experiência nas competições internacionais, encabeçando a campanha para que a arte suave possa entrar na lista dos esportes olímpicos.

“Vamos ficar até outubro fora, eu e o Emanuel, e o Matheus Gabriel só retorna em novembro. Estamos focados em todos os três eventos, mas o Grand Slam deve ser o que mais vai nos testar, pois está sendo organizado por uma entidade de Abu Dhabi (a mesma que realiza o WPJJ na capital dos Emirados Árabes) e será toda baseada em possíveis regras olímpicas, como por exemplo, a luta em menos tempo, como de cinco minutos para algumas faixas e para a preta em seis (esta última  geralmente se firma em dez minutos) e isto já faz a gente ter mais experiência caso o esporte se torne olímpico”, explicou Lukas Matheus.

Lukas é faixa azul e vai competir em todos os três eventos pela categoria peso médio, até 73 kg. Ele, que ficou dois meses sem treinar por conta de uma lesão no ombro, garante que após um trabalho de reabilitação está 100% para enfrentar as pedreiras que vem pela frente.

“As inscrições para o Grand Slam, por exemplo, ainda estão abertas, as chaves ainda não foram fechadas, e por isso meus oponentes ainda são um mistério. Porém, os americanos costumam ser bem fortes, assim como os atletas de Abu Dhabi, que em sua maioria são treinados por brasileiros, mas estou focado e pronto para o desafio”, afirmou o jovem de 17 anos.

Novos desafios

Anotando mais de 10 anos de Jiu-Jitsu, essa será a primeira vez que Emanuel Castro, 19, vai passar mais tempo fora de casa devido o período de competições. E um dos seus maiores desafios será se adaptar à sua categoria, que é meio pesado, 85kg, pela faixa roxa, uma vez que a graduação tem menos de um ano.

“De todas as minhas viagens, essa vai ser a que vou passar mais tempo fora, uma experiência que considero valiosa e terei alguns desafios pela frente, pois eu estava acostumado, até o final do ano passado, a lutar pela Juvenil. Agora, com a faixa roxa, fui para a Adulto e é uma categoria muito diferente, pois os atletas dela tem muita força. Mas  estou dedicado aos treinos, algo em torno de quase quatro horas por dia, para que nada possa dar errado. Vou com a intenção de dar o meu melhor e ganhar”, disse o lutador da Checkmat, que tem 1,82 de altura e alguns de seus adversários, pelo circuito internacional, chegam a ter mais de dois metros.

Experiência internacional

Matheus Gabriel Barros retorna aos Estados Unidos após ter morado três meses por lá. Em fevereiro, ele voltou para Manaus focado em terminar o ensino médio. O atleta vai dar uma esticada na temporada para participar do Mundial No-Gi , dia 2 de novembro, em Los Angeles. Ao todo, serão quatro eventos pela categoria 62 kg que o faixa roxa vai enfrentar.

“O tempo que passei lá fora foi muito bom, pois pude me aperfeiçoar como atleta, consegui ser campeão do Naga, ganhei com Kimono e sem Kimono, venci também o San Antonio Open (IBJJF), peso e Absoluto com Kimono e sem Kimono, ganhei também o BJJ Tour, peso e Absoluto, e fiquei em terceiro lugar  no Mundial da Califórnia. Foi uma boa bagagem e agora retorno com esta missão de me destacar nesses quatro eventos”, disse o atleta, ao revelar seu maior adversário pelo Grand Slam.

“Com toda certeza o filho do Cobrinha, Kennedy Maciel, é um cara a ser batido e  que vai brigar pelo topo do pódio, mas estou focado, amo o que faço, e vou brigar para ser o melhor”, afirmou o pupilo do mestre Sammy Dias, da SD System Checkmat.

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