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Jiu-Jitsu é uma arma branca, diz federação do Estado do Pará

Redação
Escrito por Redação

Após um lutador de Jiu-Jitsu, Airton Carneiro, ter sido suspeito de agredir a estudante Myriam Ruth, de 22 anos, no último domingo (10), durante uma festa no Toca Restô Bar, localizado na avenida Braz de Aguiar, no bairro de Nazaré, a discussão sobre violência e orientações por quem pratica artes marciais começou a ser discutida.

De acordo com a Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Pará a luta pode ser considerada uma arma branca. “Com toda certeza nossa federação repudia atitudes como essa, de qualquer atleta, independente da faixa se é branca ou preta.

O Jiu-Jitsu pode ser considerado uma arma branca. Infelizmente sabemos que ainda vamos ver muitas situações como essa por ai”, detalha o titular da federação, Ricardo Cândido.

Ele ressalta que todos os atletas credenciados em sua federação recebem orientações para evitar esse tipo de situação. “A gente orienta que os associados bebam em casa, com a família e amigos. Evitando locais aglomerados, justamente para diminuir o número de casos como esse. Os lutadores tem que ter consciência que o Jiu-Jitsu é uma arma”.

Ricardo Cândido garantiu que o lutador Airton Carneiro, que se envolveu na briga, não é credenciado na federação.

“Ele ficou uns três anos credenciado na federação, mas há uns quatro anos ele não faz mais parte. Mesmo depois que ele saiu da federação chegou a lutar em Fortaleza. Ele assumiu o ramo de empresário e chegou a lutar como despedida, há uns dois anos. Depois disso não sei mais. Não sei se ele se filiou a outra federação. O que posso dizer é que no tempo em que ele esteve com a gente, ele não tinha essa conduta. Acho estranho o que aconteceu”.

Em entrevista ao DOL, o presidente da Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Pará critica a criação de várias federações para o esporte. “O erro começou com a Lei Pelé que permitiu a criação de várias federações de Jiu-Jitsu.

Qualquer cidadão pode criar uma entidade, sem muitos critérios. E isso vai trazer cada vez mais problemas. No interior é um exemplo, que vários professores dão aula sem ter os critérios necessários. Para dar aula precisa ser faixa preta, ter curso de regras de Jiu-Jitsu, curso de primeiros socorros no tatame, entre outros”, explica.

Ricardo Cândido afirma ainda que, caso Airton Carneiro fosse associado na federação, ele seria punido. “Nossa federação repudia completamente esse tipo de comportamento. Cobramos responsabilidade. Caso isso aconteça com alguém da nossa equipe imediatamente seria suspenso por um ano para ser avaliado o que aconteceu. Já expulsamos uns quatro lutadores por condutadas não aprovadas”.

REPERCUSSÃO

O Sindicato dos Médicos do Pará também se manifestou em repúdio a agressão sofrida pela estudante.

Na página do Facebook de Myriam, amigos mandaram mensagens de apoio. “Estamos todos com você Myriam Ruth.

Esse covarde vai pagar por isso, minha linda. Forças 💓‪#‎TodosMyriam‬ #Justiça”, ‪”#‎somostodosmyrian‬ ‪#‎somosmulheres‬ ‪#‎exigimosrespeito‬”, “Absurdo isso. A justiça vai ser feita Myriam Ruth!! Deus esta no controle!”, escreveram. O caso da agressão está repercutindo na internet.

O advogado de defesa de Airton Carneiro Filho, Tiago Brito, emitiu uma nota que quem teria começado a discussão seria a estudante, que teria utilizado termos para ofender e mesmo diminuir financeiramente Airton, o qualificando como “pobre” e “pobrezinho”. A partir daí, segundo o advogado, ambos teriam se agredido. O caso está repercutindo na internet.

(DOL)

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