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Juiz suspende reintegração de posse que ocorria na Cidade das Luzes

Movimento dos ocupantes da área, assistidos por policiais/Foto: Divulgação
Movimento dos ocupantes da área, assistidos por policiais/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

O juiz da Vara Especializada de Meio Ambiente e Questões Agrárias, Adalberto Carim Antônio, suspendeu no final da manhã de hoje, a reintegração de posse que estava sendo realizada na invasão comunidade Cidade das Luzes, no Tarumã, Zona Oeste.
Os motivos da decisão do juiz ainda não foram devidamente explicados pelo Tribunal de Justiça, mas,  a arquidiocese da Igreja Católica e entidades de direitos humanos, já haviam demonstrado preocupação com a desocupação devido a grande quantidade de pessoas que já moravam, há vários anos, na cidade das Luzes. Com a decisão, os cerca de 700 homens da Polícia e de vários órgãos estavam deixando a invasão.

Desde as primeiras horas da manhã, um grande contingente de policiais fazia a ocupação para cumprir mandado de reintegração de posse na invasão Cidade das Luzes.

Cerca de 700 policiais da  Força Tática, do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Grupo Marte), Canil e policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), chegaram ainda de madrugada para se preparar para a reintegração.

Mas, já avisados sobre a ação, centenas de moradores se concentraram na ramal da Anaconda e nas proximidades da invasão Cristo Rei e disseram que iria reagir na hora da entrada dos policiais.

Até ao amanhecer a situação era de tranquilidade apesar da presença policial.  A situação só começou a ficar tensa quando o oficial de justiça chegou e a operação de desocupação foi iniciada.

A situação ficou tensa de vez quando os policiais e máquinas adentraram e começaram a derrubar as casas e barracos. Houve a reação dos moradores e houve tumulto quando os policiais tiveram que usar bombas de gás lacrimogêneo.

O delegado Frederico Mendes, coordenador do Grupo de Gestão Integrada (GGI), explicou que  a ação teve que ser cumprida principalmente por causa de questões ambientais. Segundo Mendes, existe perícia técnica ligada a órgãos do meio ambiente noticiando que essa invasão está poluindo o lençol freático e soterrando o igarapé do tarumã.

Mendes afirmou ainda que há a questão criminal na comunidade que também precisa ser combatida como a existência de uma base  de uma facção criminosa  que atua como milícia  ameaçando e intimidando os moradores os obrigando a comprarem gás,  sinal de TV a cabo,  energia, tipos as milícia que atuam  nas favelas e morros do Rio de Janeiro.

Grupamento de cavalaria acompanha o movimento/Foto: Divulgação

Grupamento de cavalaria acompanha o movimento/Foto: Divulgação

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