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Junta Governativa dos Metalúrgicos tem perfil e metas empresariais

Prédio de apartamentos de propriedade do funcionário da LG, Sérgio Nunes.
Redação
Escrito por Redação

A direção nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) chamou de “absurdo, a intervenção judicial que está acontecendo no Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal)”.

Para a Central, é descabido uma intervenção em um Sindicato que realizou as eleições normalmente, no mês de novembro 2015, com uma chapa única, porque não ouve outros concorrentes. Também destacou que as três ações impetradas contra a diretoria, saíram de plantões judiciais, visto como coincidência demais para um mesmo processo. “Todos as ações da oposição, para destituir a diretoria eleita, foram feitas em plantões do tribunal”, apontou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas de Moraes.

A CUT tem conhecimento de que o desmonte da direção do Sindimetal, é por força de uma formação de grupo organizado, composto por descontentes instalados dentro da LG da Amazônia. O chefe do grupo, Sérgio Nunes, foi afastado da diretoria do Sindmetal por desvio de comportamento, nas negociações salarias e de benefícios para a categoria.

Prédio de apartamentos de propriedade do funcionário da LG, Sérgio Nunes.

Prédio de apartamentos de propriedade do funcionário da LG, Sérgio Nunes.

Sérgio foi quem iniciou o primeiro processo para afastar a atual diretoria do sindicato. Sem guardar segredo, ele fala aos quatro cantos que está recebendo total apoio financeiro do presidente da LG da Amazônia para dar continuidade neste processo.

Diretores do sindicato afirmam que Sérgio arrecadou tanto dinheiro nas negociações salarias, vendendo percentuais de reajustes salariais e impondo planos de saúde, que chegou a construir um prédio de apartamentos de seis andares (foto), onde até o telefone corporativo do sindicato, serve de contato comercial. O dinheiro gasto por Sérgio na construção do prédio não é compatível com o salário de pouco mais de R$ 3,5 Mil, que recebe da empresa LG da Amazônia.

O restante do grupo que entrou com liminar pedindo a destituição da atual diretoria é formado por: a tesoureira da Junta, Márcia Cavalcante Nápoles, cunhada de Sérgio Nunes, o presidente da Junta Adriano Simões Mendes é dono da empresa Manahh Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios e, tem como sócio, Francisco de Assis Alexandre, que também é dono das empresas Provisa Corretora de Seguros, Alexandre Empreendimentos Imobiliários e Provigor Aluguel de Imóveis Próprios.

O grupo que forma a cadeia de empresários e trabalhadores da LG da Amazônia.

O grupo que forma a cadeia de empresários e trabalhadores da LG da Amazônia.

Com o Sindmetal-AM nas mãos, ficaria fácil para o grupo manipular a adesão aos planos de saúde, assim como, impor cozinhas industriais nas fábricas, as quais já vinham sofrendo pressão do grupo que ocupa a sede do Sindicato, atualmente.

“Empresa sindical”

De acordo com a diretora sindical, Dulce Sena, a tesoureira da Junta Governativa, Márcia Cavalcante, trabalha na LG. “É uma quadrilha que se instalou dentro da LG”, disparou. Existe uma irmã de Edson Damasceno, que também é da LG, e o empresário é sócio do Alexandre, sócio de uma empresa de caldo de peixe (piranha) em Iranduba.

“Os interesses dos integrantes da Junta Governativa vão mais além”, informa Afrânio Barão. O grupo ligado à LG da Amazônia, segundo nota expedida pela assessoria do sindicato, querem negociar a data base e os percentuais de reajuste salarias, conforme desejam os empresários das empresas que apoiam a Junta Governativa.

Comprovante de saque na Conta do Sindicato dos Metalúrgicos.

Comprovante de saque na Conta do Sindicato dos Metalúrgicos.

O interesse pelo cofre do Sindicato é tamanho, que em menos de (05) cinco dias de mandato, fizeram um saque de R$ 150 Mil em espécie e outro de R$ 32 mil destinados a uma empresa de consultoria, sem autorização da justiça. (foto)
“Isso é ilegal. Eles teriam que ter autorização financeira dos trabalhadores em assembléia geral e da Justiça”, confirmou Afrânio. Também estão demitindo funcionários com estabilidade. Isso não foi autorizado pela Justiça.

Esse é o perfil do grupo de dissidentes da diretoria, que se aliaram a empresários do setor de cozinhas industriais e de planos de saúde, para tentar tomar direção eleita em benefício de seus negócios empresariais.

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