Amazonas Colunas Paulo Figueiredo

Lula no tríplex e em Atibaia(Por Paulo Figueiredo)

Advogado Paulo Figueiredo(AM)
Redação
Escrito por Redação

Movimentos sociais comprometidos com o lulopetismo, do tipo CUT, MST, MTST, UNE, UBES e outros, preparam um ato de protesto contra o Ministério Público que investiga a compra de um tríplex no edifício Solaris, na praia das Astúrias, Guarujá, litoral de São Paulo, pelo ex-presidente e família. Sob a liderança de uma entidade que se autodenomina de Frente Brasil Popular, estarão reunidos diante do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, na próxima semana, ocasião em que Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e Leo Pinheiro, presidente da empresa OAS, serão ouvidos como investigados no caso.
Agitarão, como grito de guerra, o já conhecido bordão petista: “Lula é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo”. E, mais uma vez, drapejarão as suas indefectíveis bandeiras vermelhas, a cor do pecado petista, que é agora escondida no programa do partido apresentado em cadeia de televisão. Incrível, pobre do vermelho, por sinal, uma bela cor, quente e afirmativa. Tudo indica que agirão do mesmo modo em relação às investigações sobre o sítio Santa Bárbara, em Atibaia.

Engraçado, independente do tom desafiador e agressivo contras as instituições jurisdicionais, devem certamente considerar Lula inatingível e inimputável, tenha ou não cometido qualquer infração legal, as mais simples ou as mais complexas e graves. Desconhecem ou fazem questão de desconhecer que o Ministério Público cumpre missão constitucional, ao investigar se houve ou não crime na compra de um bem imóvel, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente, com base em indícios que podem no final espanar toda e qualquer dúvida a respeito da questão, em prejuíz o ou em benefício do ex-metalúrgico.

Bem, mas vamos aos fatos, até o momento indesmentíveis por Lula, pelo instituto que guarda seu nome, por sua família e pelo empreiteiro Leo Pinheiro.
Em relação ao tríplex, resta demonstrado que Lula adquiriu uma unidade habitacional no prédio que vinha sendo construído pela Cooperativa dos Bancários – Bancoop, obra assumida pela OAS, a pedido do ex-presidente. Ele e sua mulher, segundo nota do Instituto Lula, avaliaram que o imóvel, nas condições em que se encontrava, não se ajustava às necessidades da família, decidindo-se então que seriam feitas reformas de adaptação no apartamento, inclusive com a colocação de elevador exclusivo, levadas a efeito pela OAS. Acompanhados de Leo Pinheiro, visitaram as obras de reform a e ampliação do tríplex. Marisa Letícia e filhos inspecionaram os serviços em várias oportunidades. A OAS comprou e pagou os móveis de cozinha e armários do apartamento. Feitas as reformas, a família Lula da Silva somente desistiu do imóvel porque as notícias sobre sua aquisição passaram a ser divulgadas pela mídia, sem que a empreiteira tivesse recebido qualquer indenização pelas obras realizadas.

A respeito do sítio de Atibaia, tem-se conhecimento que a empreiteira OAS pagou em dinheiro vivo a compra da cozinha Kitchens, de outros móveis e eletrodomésticos da casa, também reformada e ampliada. Lula, sua mulher, filhos e outros agregados passaram fins de semana no local em mais de uma centena de vezes. Maria Letícia adquiriu um barco que foi entregue no sítio, para ser usado no lago existente na propriedade. O imóvel encontra-se registrado em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho do ex-metalúrgico, Fábio Luís Lula da Silva, mera e estranha coincidência. Embora com os equipamentos pagos pela OAS, a empreiteira solicitou ao fornecedor que constasse na nota de compra o nome de Fernando Bittar, com o propósito de ocultar o nome do real comprador, que não queria ou não podia aparecer no negócio. A compra do sítio realizou-se no escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre e amigo de Lula de longa data. E a reforma e ampliação de uma das casas foram custeadas por empreiteiras com negócios escusos com o lulopetismo no poder.

Há um círculo de pessoas e empresas próximas ao ex-presidente, familiares, empreiteiras, advogados, amigos do peito, numa ciranda que os une em torno de objetivos condenáveis e interesses não confessáveis. Como negar o que os acontecimentos evidenciam? Lula, numa sociedade democrática e plural, vigente o Estado de Direito, não está acima da lei e da ordem jurídica. Que responda por seus atos, juntamente com os membros de sua família, que dê explicações e justificativas convincentes sobre tantas suspeições e indagações, até então não respondidas.

Não adianta esbravejar. E essa história de “mexeu com ele, mexeu comigo” não assusta ninguém, muito menos as instituições, que agem em defesa da probidade e da honradez no trato da coisa pública.(Paulo Figueiredo – Advogado, Escritor e Comentarista Político – paulofigueiredo@uol.com.br)

Comentários

comentários

Deixe seu comentário

error: Ops! não foi dessa vez.