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Mais de 2 t de drogas foram retiradas de circulação, diz Polícia Civil AM

Drogas aprendidas em operação da PC/Foto: Assessoria
Drogas aprendidas em operação da PC/Foto: Assessoria
Redação
Escrito por Redação

O delegado titular da Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre), Thyago Tenório, e do diretor do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), delegado Samir Freire, da Polícia Civil do Amazonas, divulgaram hoje, terça-feira (24), balanço de apreensões de drogas, referentes ao ano de 2015, e ao o primeiro quadrimestre de 2016. No total, foram contabilizadas mais de duas toneladas de entorpecentes retiradas de circulação pelas esquipes das duas unidades policiais.
De acordo com o delegado Thyago Tenório, a quantidade de drogas apreendida foi a maior da instituição neste período e em comparação a gestões passadas. Em 2015, segundo ele, o Denarc e a Depre contabilizaram mais de uma tonelada e meia de entorpecentes apreendidos. Este ano, as apreensões já alcançaram meia tonelada, igualando-se ao mesmo período do ano passado. Pelas estatísticas, somente em 2015 e 2016 foram apreendidos 2.109,53 mil quilos de drogas, entre maconha e cocaína.

“As apreensões e prisões em maior volume ocorreram em virtude de um trabalho de inteligência e de uma parceria com outros órgãos. Mudamos o método de trabalho e começamos a ir na fonte, que é o narcotraficante. As apreensões saíram de poucos quilos para cem quilos, duzentos e até trezentos quilos de drogas. Essa quantidade de drogas é muito expressiva para um departamento com estrutura física e de pessoal relativamente pequena, porém com uma força de vontade muito grande”, enfatizaram Tenório e Freire.

Thyago Tenório explicou que o balanço demonstrou que a quantidade de maconha apreendida foi maior que a de cocaína.  No total, foram apreendidos 1.438,485 mil quilos de maconha e pouco mais de 671 quilos de cocaína.

“Eu acredito que seja uma questão de momento. A maconha, por ser mais leve, é transportada pelos rios de uma forma mais fácil. Também tem a questão da localização e de produtividade. A maconha é produzida aqui próximo. O tráfico depende do rio, a questão da seca e da cheia e as apreensões demonstram que influenciam na apreensão maior de maconha em vez da cocaína. Além do mais, a maconha é mais barata e a produção dela é mais fácil”, pontuou.

Ainda de acordo com o delegado, além da droga apreendida, de 2015 até maio deste ano também foram efetuados 154 flagrantes, presos 260 adultos, entre brasileiros e estrangeiros, 16 menores apreendidos, 60 armas de fogo apreendidas e 65 veículos apreendidos, entre motocicletas e carros.

Os delegados Thyago Tenório e Samir Freire assumiram os comandos da Depre e do Denarc, respectivamente, no dia 20 de janeiro de 2015, com a reformulação do departamento feita pelo então delegado-geral, Orlando Amaral, com continuidade dos trabalhos após os outros Delegados Gerais que assumiram. “A nossa gestão nesses dezesseis meses vem sendo pautada pelo esforço e qualidade, além da integração, principalmente com a sociedade. O resultado demonstra que o trabalho que nós estamos fazendo, juntamente com a equipe de investigadores e escrivães qualificados e dedicados, está sendo realizado de forma contínua, em conjunto com a sociedade, com delegados de Polícia de outras unidades policiais. Também tivemos o apoio integral da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas”, disse Freire.

Sobre a linha de trabalho, as autoridades policiais informaram que as investigações do Denarc estão voltadas para o narcotráfico e grandes apreensões. “Nesse período fizemos prisões importantes, como a de Manoel Ivani Pinto Carioca, 37, conhecido como “Zico”, que é irmão do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. O fato ocorreu no dia 16 de fevereiro deste ano. O indivíduo acabou indiciado por lavagem de capitais e associação para o tráfico. Fizemos várias operações, desarticulando associações que atuavam na comercialização de drogas em todo o Estado”, destacou.

Conforme Thyago Tenório, devido às novas tecnologias e o preparo dos policiais civis, o Denarc realizou expressivas apreensões de drogas, como nunca fora feito anteriormente pela instituição.

“Realizamos apreensões de drogas e prisões de colombianos, desarticulamos uma organização criminosa que vendia drogas sintéticas, fora a inovação de pedir sequestro de bens de traficantes, como foi o caso de uma casa em um condomínio de luxo na Ponta Negra, zona Oeste. Além das investigações dos crimes de lavagem de capitais que nós iniciamos no ano passado. Fizemos representações para bloqueio de contas bancárias e identificações de lavagem, não só de dinheiro, mas de outros bens adquiridos de forma ilícita”, afirmou.

Samir Freire destacou que o bom resultado apresentado aconteceu em razão ao apoio da população, que tem contribuído com notícias de crime, principalmente por meio do 181, o disque-denúncia da SSP, e pelo número 3214-3702, que é o linha direta do Denarc.

“Inúmeras vezes fizemos prisões e apreensões em virtude de denúncias de populares. A divulgação do 181 e do telefone do Denarc, somado ao trabalho da gente, creditado pela honestidade, pautado pela credibilidade, fez com que a população acreditasse, confiasse e nos remetesse as denúncias. Nós apurávamos a veracidade delas e quase cem por cento delas resultaram em ações positivas. Agradecemos a contribuição de todos”, salientou Freire.

O diretor do Denarc disse ainda que eles visualizam, em um futuro próximo, o trabalho intrinsecamente na lavagem de capitais porque para poder acabar com a organização criminosa tem que desarticular o poderio econômico. “Vejo que a apreensão de drogas vai se manter, mas o viés mais importante será a questão econômica. Quebrar pela raiz os grandes traficantes”, argumentou.

Casos de destaque  

Durante o balanço, o delegado Thyago Tenório citou dois casos de destaque, nos quais foram feitas as maiores apreensões de drogas.

345 quilos de maconha – O colombiano Carlos Alberto Cactos da Silva, 41, foi preso em flagrante no dia 15 de março deste ano, com 345 quilos de maconha do tipo skunk. O infrator foi preso em uma casa situada na Rua Garça Morena, Comunidade Grande Vitória, bairro Gilberto Mestrinho, zona Leste. A ação policial que resultou na prisão do infrator foi realizada em conjunto com policiais civis do 15º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e 2ª Seccional Norte. A droga estava no interior de tubos de policloreto de polivinila, chamado popularmente de “PVC”. A mercadoria ilícita foi avaliada em mais de R$ 4 milhões.

300 quilos de maconha – Foram apreendidos 300 quilos de maconha do tipo skunk, embalados em 470 pacotes plásticos. A ação foi realizada no dia 26 de junho de 2015, data que marca o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. A droga foi encontrada em uma palafita (casa de madeira erguida à beira de rios e igarapés), na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, em Iranduba, município distante 27 quilômetros em linha reta de Manaus. O possível guardador do carregamento conseguiu fugir do local antes da chegada da equipe do Denarc. A droga, avaliada em R$ 2,5 milhões, é de origem colombiana e está ligada à facção criminosa Família do Norte (FDN).

Mais drogas e armas recolhidas/Foto: Assessoria

                                         Mais drogas e armas recolhidas/Foto: Assessoria

Estatística geral Depre/Denarc – período: 2015 – até maio 2016

154 flagrantes

260 adultos presos

16 menores apreendidos

60 armas de fogo apreendidas

49 carros apreendidos

16 motocicletas apreendidas

65 veículos apreendidos

2.109,153 t de drogas apreendidas, entre maconha e cocaína.

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