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Mais de 600 quilômetros de ramais serão recuperados no Amazonas

Obras em ramais e vicinais, em Rio Preto da Eva/Foto: Felipe Augusto
Obras em ramais e vicinais, em Rio Preto da Eva/Foto: Felipe Augusto
Redação
Escrito por Redação
Obras em ramais e vicinais, em Rio Preto da Eva/Foto: Felipe Augusto

                      Obras em ramais e vicinais, em Rio Preto da Eva/Foto: Felipe Augusto

Mais de 160 quilômetros de estradas e ramais já foram recuperados no município de Rio Preto da Eva e na área rural de Manaus entre junho e agosto deste ano, através de ações coordenadas pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), com o objetivo de recuperar pelo menos 600 quilômetros, até o fim do ano, em mais 16 municípios do Amazonas, melhorando a trafegabilidade e facilitando o escoamento da produção rural do estado.
De acordo com o titular da Sepror, Sidney Leite, a execução das obras é fruto de parcerias que envolvem mais de uma pasta do governo estadual e prefeituras municipais no valor aproximado de R$ 8 milhões. “O país vive uma crise econômica aguda e precisamos unir esforços e receitas para atender as prioridades”, disse Sidney Leite em relação ao termo de cooperação técnica assinado entre a Sepror e ADS. Para a execução do projeto, o governo concedeu diesel e técnicos e as prefeituras dos municípios assinalaram a contrapartida das máquinas para a realização do trabalho.

No último fim de semana, a Sepror entregou 63 quilômetros de estrada recuperada na comunidade Terra Nostra, na zona rural de Manaus. Apesar da distância entre a capital ser relativamente pequena, as condições anteriores do ramal deixava centenas de famílias isoladas. “Eu demorava vários dias para sair ou chegar aqui, o acesso era muito difícil. Com a construção do ramal, conseguimos fazer o percurso em 1h. Isso vai beneficiar nós moradores, não só com o escoamento da nossa produção, mas também com acesso mais fácil a um posto de saúde e a escola dos nossos filhos”, disse o morador que também é presidente da Associação de Produtores Deus Proverá de Terra Nostra, Alquimarinho Vieira.

Rio Preto da Eva – A melhoria do escoamento e trafegabilidade em ramais também chegou a Rio Preto da Eva (a 80 quilômetros da capital). No município foram recuperados 40 quilômetros correspondentes aos Ramais ZF-7, ZF-8 e Fé em Deus. Essa região concentra grande parte da produção de laranja do Amazonas. Mais de 105 famílias foram beneficiadas.

As vantagens de ter uma estrada boa para escoar produção é comemorada pelo agricultor do ramal ZF-7, Edilson Martins, 62, produtor de mandioca e banana. “Agora eu posso plantar com mais segurança. Antes quando essa estrada estava ruim a gente plantava com medo porque se chovesse não entrava nem saía carro aqui, daí muitas vezes estragava tudo porque não dava para vender”, lembrou.

Ainda no Rio Preto, as obras de recuperação de estradas seguem em andamento no assentamento do Iporá, com meta de recuperar 47 quilômetros. Pelo menos 1.000 famílias que vivem da produção de laranja, macaxeira, banana e abóbora serão beneficiadas.

Capital – Em Manaus, o Ramal do Leão, localizado na AM-010, e os ramais Jesus de Nazaré/Raio de Sol, Bom Destino, Boa Vida/Vista, e Cristiano de Paula, localizados na BR-174, beneficiaram mais de 180 famílias em 60 quilômetros de ramais recuperados.

Metas – O projeto de recuperação das estradas e ramais contempla a calha do Purus, Madeira, Solimões, Alto Rio Negro e Baixo Amazonas, beneficiando mais de quatro mil famílias. Até o fim do ano, a recuperação de estradas também vai atender os municípios de Apuí, Boca do Acre, Boa Vista do Ramos, Careiro Castanho, Canutama, Guajará, Humaitá, Itacoatiara, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manaquiri, Presidente Figueiredo, Santo Antônio do Içá, Santo Antônio de Matupi, e São Gabriel da Cachoeira.

A seleção dos ramais foi realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) seguindo o critério da produtividade, relevância econômica e densidade demográfica. Para o presidente da ADS, Lissandro Breval, o trabalho nas vicinais irá proporcionar melhores condições ao produtor. “Sabemos das dificuldades que é transportar as mercadorias para outras comunidades, com a recuperação dos ramais será mais fácil levar a produção para os polos com maior estrutura de armazenagem e comercialização”, finalizou.

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