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Manifestantes pedem “Fora Serra” no Palácio Itamaraty, por corrupção

José Serra teria se beneficiado de R$ 23 milhões em caixa dois durante a campanha eleitoral em 2010.
José Serra teria se beneficiado de R$ 23 milhões em caixa dois durante a campanha eleitoral em 2010.
Redação
Escrito por Redação

O argumento de que o impeachment da presidenta Dilma livraria o Brasil da corrupção cai cada vez mais em descrédito com as denúncias de esquemas fraudulentos envolvendo membros do governo interino de Michel Temer.

O mais novo acusado é o Ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB). Para dizer Basta ao golpe e pela imediata saída do tucano do seu cargo, manifestantes foram para a frente do Palácio Itamaraty, nesta segunda feira (8), para protestar e gritar o “Fora Serra”.

Manifestantes pedem a saída imediata de José Serra (PSDB), por receber propina.

Movimento Sociais pedem a saída imediata de José Serra (PSDB), por receber propina.

 

Aos gritos de “Fora, Serra!”, “entreguista”, “golpistas, fascistas não passarão”, um grupo de representantes de sindicatos de petroleiros, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) faz uma manifestação em frente ao Palácio do Itamaraty, agora com proporções bem maiores que nas primeiras horas da tarde.

A manifestação, é de inciativa do Núcleo em Defesa da Democracia (NDD), Serviço Público pela Democracia, Rosas pela Democracia e pela Frente Democracia e Saúde. Eles convocaram a população a comparecer com cartazes, faixas, instrumentos musicais e muita indignação.

José Serra teria se beneficiado de R$ 23 milhões em caixa dois durante a campanha eleitoral em 2010.

José Serra teria recebido propina de R$ 23 milhões, em caixa dois, na campanha eleitoral em 2010.

Entenda o caso

Ministro de Relações exteriores do governo interino Temer e duas vezes derrotado como candidato à Presidência da República, o tucano José Serra foi citado por executivos da empreiteira Odebrecht como beneficiário de R$ 23 milhões em caixa dois durante a campanha eleitoral em 2010.

Em reunião na sede da Polícia Federal, em Curitiba, os executivos contaram aos investigadores que parte da remessa ficou no Brasil e a outra foi enviada ao exterior. Corrigidos pela inflação, os valores equivaleriam a R$ 34,5 milhões.

PV, Laís Gouveia

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