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Marcelo Ramos: “Arthur Neto é um Fanfarrão e ineficiente”

Pré-candidato Marcelo Ramos (PR) fala do prefeito Arthur Neto (PSDB).
Redação
Escrito por Redação

Em entrevista ao Correio da Amazônia, Marcelo Ramos falou que é sim candidatíssimo a Prefeitura de Manaus em 2016. O primeiro passo para isso foi a filiação recente ao PR (Partido da República), comandado no Amazonas pelo Deputado Federal e ex-Ministro Alfredo Nascimento. Marcelo diz que conta ainda com os quase 180 mil votos das eleições do ano passado, ou seja 17% dos votos do eleitorado amazonense.
Advogado, com 42 anos, casado, professor de direito constitucional. Marcelo Ramos foi subsecretário de esporte, assessor do ministro e chefe do departamento de relações internacionais do Ministério do Esporte, vereador, presidente do SMTU e deputado estadual.
Marcelo Ramos falou de eleições diz que conta com apoio da população para derrotar qualquer candidato de onde ele quer que venha e afirma que não vem como coadjuvante ou como vice. Será cabeça de chapa e vem para vencer.
Ainda na entrevista ele fez duras críticas a atual gestão do prefeito Arthur Neto ao qual chamou de “Fanfarrâo” por fazer uma péssima gestão e ser ineficiente. Em sua avaliação, Neto não fez praticamente nada para melhorar a situação da cidade, do seu povo, apesar de contar com um orçamento de 5 bilhões de reais.

Confira:

Correio – O Sr. É candidato a Prefeito de Manaus em 2016?

Ninguém pode ser candidato das suas vaidades, mas é absolutamente natural que alguém que teve 17% dos votos em Manaus nas eleições de 2014 pretenda ser candidato a Prefeito, até porque há um desejo de parcela importante dos manauaras e uma vontade do PR e do seu presidente nacional, deputado Alfredo Nascimento, de que eu seja candidato. Para ser candidato é necessário primeiro construir uma proposta clara e exequível para os problemas da cidade de Manaus e segundo juntar pessoas, da política e de fora da política, em torno desse projeto que retome o desenvolvimento da nossa cidade e implante um modelo de gestão moderno e empreendedor. Caso contrário, acontece o que aconteceu com o atual prefeito que governa completamente sem rumo e sem planejamento.

 

Correio – Cogita a possibilidade de ser candidato a vice em caso de uma composição com coligações?

Sai candidato a governador, sem recursos, sem tempo de TV, sabendo do riscos de ficar sem mandato, porque achei que era a hora de apontar um novo caminho para Manaus e para o Amazonas. Não teria sentido, depois desse gesto, assumir uma posição coadjuvante no processo eleitoral de 2016. Construirei as condições para ser candidato a prefeito!

 

Correio – Pretende conseguir outros apoios? E, de onde eles viriam?

Certamente, teremos uma aliança forte em torno da nossa candidatura. As pessoas já não suportam essa gestão de faz de conta. Muito em breve anunciaremos apoio que fortalecerão muito o nosso projeto.

 

Correio – Qual o perfil caso haja um candidato a vice?

Queremos um vice com perfil jovem e bom gestor, que seja capaz de dividir as responsabilidades. Não dá para compor uma chapa só por conveniências políticas e eleitorais. Quem fez isso, se deu mal. Veja as três últimas administrações (Serafim e Mario Frota, Amazonino e Carlos Souza, Artur e Hissa), prefeito e vice brigaram e quem perdeu foi a cidade. É preciso a construção de uma chapa em torno e comprometida com um programa. Faremos isso.

 

Correio – Além de Arthur Neto quem seriam outros candidatos que o Sr. Colocaria na disputa pela Prefeitura no ano que vem?

Não posso falar por outros partidos. Posso dizer que disputarei a eleição com o prefeito e mostrei que ele não é o homem adequado para esse tempo, porque só se preocupa com política e com eleição, quando a administração hoje precisa de modernidade, tecnologia, gestão e eficiência, o atual prefeito não foi e não é capaz de oferecer isso pra Manaus.

 

Correio – O que sr. mudaria em relação ao que não está funcionando hoje nesta atual gestão da Prefeitura?

Haverá uma absoluta inversão das prioridades. O Prefeito esse ano gastou 16 milhões com transporte público e mais de 60 milhões com propaganda. A melhor propaganda será a melhoria real na vida das pessoas. No transporte público, no trânsito, na atenção básica de saúde, na qualidade da educação. Além de criar um ambiente de estímulo ao empreendedorismo e a iniciativa privada, combatendo a burocracia e valorizando as iniciativas que gerem emprego e renda.

 

Correio – Qual a sua avaliação da Gestão do prefeito Arthur Neto?

Muita política, muita fanfarronice, muita propaganda, por um lado. Por outro, péssima gestão e ineficiência. A marca da atual administração é chorar porque não tem dinheiro. Ora, para se ter uma ideia, a Prefeitura com orçamento de 700 milhões construiu as minis vilas olímpicas do Armando Mendes e do Santo Antônio, o atual prefeito, com 5 bilhões as abandonou e diz que não tem dinheiro pra reformar. Com 700 milhões era possível ter saúde preventiva com os médicos realizando visita domiciliar, não faltava merenda nas escolas e agora com 5 bilhões casinha de médico da família são fechadas e crianças voltam pra casa por falta de merenda. Mesmo quando recebe recursos federais o atual prefeito não é capaz de executar as obras que o diga o Corredor Ecológico do Mindu, a Ponta Negra, as creches e as academias a céu aberto que têm dinheiro e as obras estão paradas. Isso não é justo com Manaus e com a nossa gente.

 

Correio – O que o sr. aponta como prioridades o que deve ser feito para a população ter uma cidade melhor?

Qualquer pessoa que mora em Manaus sabe quais são as prioridades. O prefeito sabe quais são, ele não tem é compromisso com elas. As prioridades são educação, saúde, transporte, trânsito e mobilidade e saneamento básico. Se gastar bem e não desperdiçar, dá pra enfrentar bem essas prioridades.

 

Correio– Qual a sua proposta para a mobilidade urbana na cidade?

Para uma mobilidade sustentável é preciso inverter a lógica. Hoje a prioridade é o transporte individual. Uma mobilidade sustentável é aquela que prioriza o pedestre, recuperando calçadas e arborizando a cidade para que os pequenos deslocamentos sejam feitos a pé, depois a bicicleta com a construção de ciclovias e ciclorotas, depois o transporte coletivo, onde devem ser concentrados os maiores investimentos e só depois o transporte individual. Ampliando os recursos do SMTU que hoje tem menos de 1% do orçamento da prefeitura, poderemos investir em tecnologia, em abrigos modernos e climatizados, e na ampliação de corredores exclusivos com o alargamento de pontos de maior engarrafamento. Aumentar a velocidade média do transporte coletivo deve ser a obsessão da política de mobilidade urbana.

 

Correio – E o transporte coletivo com uma passagem cara, ônibus sem ar condicionados nesse calor infernal que faz na cidade?

Essa realidade pode ser mudada. Basta priorizar, aumentar os recursos orçamentários do setor e melhorar a gestão e a autoridade do SMTU.

 

Correio – E o projeto, por exemplo, para creches?

Os recursos para creches existem, mas o atual prefeito não consegue executar. Enquanto isso as crianças sofrem e as mães sofrem mais ainda com a angústia de ter que escolher entre deixar o filho só em casa ou sair pra trabalhar. Isso é uma covardia com as mães manauaras. Nós vamos mudar essa realidade, executar os recursos que existem e oferecer creches para nossas mães e crianças.

 

Correio – Qual sua opinião sobre a corrupção e o momento de crise institucional e política que vive hoje o país?

O momento é grave. Mas nos momentos de crise da democracia o remédio é mais democracia. Tenho certeza que o Brasil é um país com instituições sólidas e que saberá enfrentar essa crise sem cair na tentação de saídas autoritárias e antidemocráticas.

 

Correio – O que gostaria de acrescentar?

Que Manaus precisa de um prefeito moderno, eficiente, disciplinado, com disposição para o trabalho e capaz de gastar os recursos públicos com eficiência e firmar parcerias com a iniciativa privada. Estou me preparando para ser esse prefeito.

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