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Maternidade de Tabatinga-Am inaugura espaço para parturientes indígenas

Pauline Campos e Rodrigo Rodrigues inauguram o espaço/Foto: Divulgação
Pauline Campos e Rodrigo Rodrigues inauguram o espaço/Foto: Divulgação
Redação
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Pauline Campos e Rodrigo Rodrigues inauguram o espaço/Foto: Divulgação

               Pauline Campos e Rodrigo Rodrigues inauguram o espaço/Foto: Divulgação

Localizada no município de Tabatinga, a 1.105 quilômetros de Manaus em linha reta, a Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, unidade integrante do sistema de saúde do estado do Amazonas, inaugurou na tarde de ontem, segunda-feira (22), uma sala destinada ao atendimento exclusivo, de parturientes indígenas da calha do Alto Solimões,
O local vai beneficiar parturientes das etnias Tikuna, que é a maior tribo indígena do Brasil, Kocama, Kaixana, Kanamari, Kambeba, Witoto e Maku-yuhup, todas predominantes da região do Alto Solimões.

“Providenciamos esse espaço exclusivo para as mulheres indígenas a fim de deixá-las mais à vontade, mesmo estando dentro de uma unidade de saúde. Estamos garantindo o acesso ao serviço e principalmente respeitando sua cultura e seus costumes”, explica o secretário de Estado de Saúde, Pedro Elias de Souza.

Integração de culturas – Participaram da solenidade de inauguração da sala, o titular da Secretaria Especial de Atenção Indígena do Ministério da Saúde, Rodrigo Rodrigues, a comunidade indígena do município e a equipe multiprofissional da unidade de saúde.

“Este espaço é um desejo antigo de todos os indígenas, pois respeita a cultura dos índios. É muito mais que uma sala de parto; isso significa acima de tudo um reconhecimento à cultura, aos costumes e a integração de todos os povos da região. Essa ação foi fantástica, saio emocionado. Valeu a pena atravessar o Brasil para ver que em Tabatinga estão fazendo um projeto revolucionário do ponto de vista em integração das culturas”, disse o Rodrigo Rodrigues.

Dados do Departamento de Saúde Especial Indígena (DSEI) do Alto Solimões, na região da calha do Alto Solimões concentra-se a segunda maior população indígena do país, com mais de 63 mil indígenas.

“É muito importante para a comunidade, algo inovador para o povo indígena, criar uma sala para parturientes indígenas. É um passo importante para a cidade de Tabatinga, devido à proximidade com as comunidades. As gestantes vão deixar de ter filhos na tribo para ter em uma unidade de saúde com segurança e conforto” afirma o cacique da etnia Tikuna e Umariaçu, João Cruz.

Espaço todo decorado com motivos indígenas/Foto: Divulgação

                         Espaço todo decorado com motivos indígenas/Foto: Divulgação

Decoração – O diferencial da sala de parto para pacientes indígenas é que a mesma foi decorada por artistas indígenas da etnia Tikuna. Eles pintaram o local com imagens regionais que representam o dia a dia dos índios.

No local destinado às indígenas, será permitido adotar as práticas e costumes tradicionais dos índios na hora do parto, como a utilização de cordas, rede e o acompanhamento com parteiras e também do esposo da gestante. Vale ressaltar que as presenças do profissional médico e das equipes de enfermeiros e técnicos será constante durante todo o atendimento.

“As mães receberão toda a atenção da equipe multidisciplinar formada por médicos obstetras e neonatologistas, enfermeiro, técnico de enfermagem e doulas (parteiras)”, ressalta a diretora da Maternidade, Pauline Campos.

A Maternidade Celina Villacrez Ruiz é uma unidade de saúde gerenciada pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) em parceria com o Instituto Novos Caminhos – Organização Social.

Unidade conta com tradutores Indígena – Um outro diferencial da Maternidade Celina Villacrez Ruiz é que a unidade conta com a ajuda de tradutores indígenas cedidos pelo DSEI do Alto Solimões (ARS/Sesai-MS) com a finalidade de auxiliar os pacientes indígenas quando os mesmos buscam atendimento na unidade. Os tradutores são especialistas na língua Tikuna, que é predominante entre os indígenas na região do Alto Solimões.

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