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Melo garante recomposição da produção, ações de saúde e limpeza, após a cheia no AM

Melo anuncia medidas, em visita a Honda da Amazônia/Foto: Herick Pereira
Redação
Escrito por Redação

Com o início da vazante, a nova etapa de auxílio aos municípios afetados com a cheia dos rios no Amazonas, neste ano, será intensificada, de acordo com afirmação do governador José Melo, na manhã de hoje (24), quando recebeu equipamentos da Moto Honda da Amazônia para auxiliar famílias de agricultores do interior, “que as cidades serão atendidas com ações na área de saúde, limpeza urbana e a recomposição da atividade produtiva “, acentuou.
As ações da Operação Vazante são coordenadas pela Defesa Civil do Estado, e serão realizadas nas cidades que já saíram da condição de emergência. Das 46 cidades que ficaram em situação de emergência e duas em Estado de Calamidade Pública, 17 já voltaram à normalidade.

“A cheia tem dois momentos. O ápice onde é preciso socorrer os ribeirinhos, e nós socorremos com mais de R$ 40 milhões, e agora vem essa etapa que é a recomposição da atividade produtiva que terá o Plano Safra este ano e uma outra frente que é a limpeza das cidades e as ações na área de saúde”, disse o governador.

Como parte do apoio às famílias, o Governo do Estado recebeu da Moto Honda da Amazônia 80 motores estacionários, doados para a Defesa Civil do Estado. “A Moto Honda é um exemplo de empresa que gera emprego, renda e contribui no campo social. Tem sido assim em todos os momentos difíceis e agora nessa enchente incomum, que em algumas regiões do Estado foi a maior já registrada”, destacou o governador, anunciando que está mantendo conversas com a multinacional para doações ao Fundo de Promoção Social (FPS), coordenado pela primeira-dama, Edilene Gomes de Oliveira.

Os motores estacionários podem ser empregados no transporte fluvial, bombeamento e captação de água potável e acoplados a equipamentos para a mecanização agrícola. A Defesa Civil vai reunir prefeituras para estabelecer as estratégias de utilização dos equipamentos por associações e entidades comunitárias. De acordo com a Defesa Civil, os motores estacionários podem ser usados, ainda, no transporte de produtos florestais, irrigação de hortas da agricultura familiar, na fabricação de farinha, além da geração de energia elétrica nas comunidades.

“Os motores serão usados no transporte, captação e retirada de água e também para a energia. Eles são geradores de energia e poderão ser utilizados em comunidades mais afetadas em todos os municípios atingidos pela enchente. Vamos reunir com os municípios para um planejamento estratégico dessa distribuição”, afirmou o secretário executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Fernando Pires Junior.

O gerente de Relações Institucionais da Moto Honda, Mário Okubo, destaca os objetivos da iniciativa da empresa. “Realizamos ações que contribuem para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade local. Estamos solidários aos ribeirinhos e oferecemos suporte para ajudá-los a reconstruir suas casas e retomar a rotina”, disse.
As ações para impulsionar a retomada da produção com a vazante estão inseridas no Plano Safra Amazonas 2015/2016, lançado pelo governador na última semana. O investimento para o setor primário será da ordem de R$ 362 milhões com incentivo à atividade produtiva, acesso a crédito, subsídios à produção, mecanização agrícola, além de programas de incentivo à piscicultura, fruticultura, culturas industriais e hortaliças, pecuária e meliponicultura, borracha e castanha e a revitalização da Juta e Malva.

A Defesa Civil do Amazonas iniciou a Operação Vazante para atender as cidades que saíram da situação de emergência após a cheia com trabalhos de limpeza e ações de prevenção à saúde. Saíram da emergência os municípios de Guajará, Ipixuna, Itamarati, Envira, Eirunepé, Carauari, Pauini, Tabatinga, Amaturá, Borba, Codajás, Boa Vista do Ramos, Parintins, Itacoatiara, Barreirinha e Canutama. Boca do Acre, no Purus, que decretou Estado de Calamidade Pública, também deixou esta condição.

Este ano, 46 cidades amazonenses ficaram em situação de emergência por conta do fenômeno da subida das águas. Mais de 92 mil famílias foram afetadas. Nesse período, a ajuda humanitária da Defesa Civil distribuiu 1,4 toneladas de alimentos não perecíveis, kits dormitório (colchões, redes, mosquiteiros) kits de higiene pessoal, medicamentos, filtros de água, água potável, hipoclorito de sódio e dez mil kits de madeira para a construção de pontes e marombas. O Governo também repassou aos municípios atingidos um aporte financeiro no valor de R$ 7,750 milhões para ações de socorro.

Ele acompanha de perto a produção da empresa/Foto: Herick Pereira

Ele acompanha de perto a produção da empresa/Foto: Herick Pereira

...e até arisca uma "voltinha"/Foto: Herick Pereira

…e até arisca uma “voltinha”/Foto: Herick Pereira

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