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Melo vai à COP 21, em Paris, em busca de fundos compensação ambiental

Melo em coletiva de imprensa antes da viagem/Foto: Valdo Leão
Melo em coletiva de imprensa antes da viagem/Foto: Valdo Leão
Redação
Escrito por Redação

Atrair para o Amazonas investimentos de países estrangeiros em fundos de compensação ambiental, é o ponto principal da pauta que o governador José Melo está levando à 21ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 21), em Paris, para onde ele embarcou na tarde de hoje, quinta-feira (03), a fim participa do encontro das lideranças globais, além do que terá, ainda, reuniões com os governos da Noruega, Alemanha, França, Itália e com o governador da Califórnia, Jerry Brown, para tratar de projetos de crédito de carbono que beneficiem o Estado.
Esta semana, o Governo do Amazonas sancionou a Lei de Serviços Ambientais que, entre outras medidas, cria o Fundo Estadual de Estadual de Mudanças Climáticas, Conservação e Serviços Ambientais com o potencial de captação de recursos da ordem de R$ 17 bilhões, nos próximos cinco anos, para investir em programas de proteção do meio ambiente e geração de renda para a população. Segundo o governador, não é possível discutir a preservação da floresta amazônica sem considerar a criação de alternativas econômicas e de melhorias da qualidade de vida da população. Ele afirmou que espera contar com apoio da comunidade internacional. No portfólio de projetos, o desenvolvimento da piscicultura em áreas degradadas.

“O mundo tem consciência hoje da importância das florestas para o equilíbrio ecológico mundial. Então, temos parte dessas florestas, a África tem uma, a Ásia outra, e a nossa com 97% preservada. Se isso é importante, o mundo tem que entender que ali (na floresta) tem gente. Temos quase 300 mil índios, milhões de seres humanos, e essas pessoas precisam de escola, de hospital, de qualidade de vida, de emprego. Então, o mundo tem que pagar esse preço desse povo que renuncia a tudo isso. Estamos querendo implantar no Amazonas um mega projeto de criação de peixe em cativeiro e precisamos de recursos. Se a floresta é importante, que o mundo nos ajude”, argumenta o governador.

Segundo o secretário executivo de Meio Ambiente do Amazonas, Luiz Piva, a Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas, que começou nesta semana, reconhece a importância da redução do desmatamento nos países tropicais para diminuir a emissão dos gases de efeito estufa. É o chamado REDD. O Amazonas, na região, mantém índices elevados de preservação da sua cobertura florestal. Para a Amazônia brasileira, os valores que podem ser financiados através desses fundos de compensação estão estimados em U$S 45 bilhões até 2020. Com a legislação, o Amazonas desponta entre os Estados habilitados a receberem essa verba.

“Eu terei reuniões com os governos da Noruega, Alemanha, França, Itália e com o governador da Califórnia para conformar projetos de captação de recursos de crédito de carbono, uma vez que o Amazonas, hoje, já tem um arcabouço legal que permite não só ao Estado, mas que a União, particulares, e municípios possam receber uma contrapartida pelos serviços ambientais que sua área de floresta presta a sociedade”, frisou José Melo.

Na agenda que manterá durante a COP 21, o governador amazonense participará de reuniões com organizações ambientais e deve palestrar sobre os desafios do desenvolvimento sustentável na região amazônica para uma plateia de gestores públicos de diversas partes do mundo. Na programação em Paris, José Melo deve assinar um memorando de entendimento com o Governo da Califórnia durante o evento “Liderança Subnacional Climática”. Participará, ainda, de um encontro dos governadores da Amazônia com a delegação brasileira e comparece ao lançamento do fundo “Eco Business”, promovido pelo banco alemão KFW.

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