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Mensagem à Garcia (Por Osíris Silva)

Economista Osíris Silva(AM)
Redação
Escrito por Redação

Nas sociedades organizadas, desde o poder público, às representações sindicais, estudantis e ao mundo empresarial, a expressão “Mensagem a Garcia” usualmente é usada para designar uma tarefa muito difícil e espinhosa, mas que é absolutamente necessária, e precisa ser realizada de qualquer maneira, sob risco de grandes perdas.
O povo brasileiro enviou, neste domingo, 13, de forma clara e contundente nova mensagem à Garcia, ao retornar às ruas para protestar contra o estado de calamidade do governo: economia em frangalhos, desarticulação política, desestruturação dos poderes da República e o mar de lama que se alastra pelo Palácio do Planalto desde 2003.

Desta vez, crê-se, será pra valer.

Com número estimado de 7 milhões de participantes em todo o País, os protestos realizados contra o PT, Lula e o governo Dilma Rousseff se espalharam por mais de 500 cidades brasileiras, além de 29 no exterior. De longe, a maior manifestação política de que se tem registro na história do país, muito superior ao lendário comício pelas Diretas-Já, em 1984, no Vale do Anhangabaú, em S. Paulo, que reuniu mais de um milhão de pessoas.

Impressionante contingente de brasileiros ocupou ruas, praças e orlas praianas, portando camisas, bandeiras e faixas sempre em verde e amarelo – ao contrário do vermelho de fanáticos, intolerantes e hipócritas –  num ambiente de paz, bom humor, firme e definitiva rejeição ao governo Dilma Rousseff, ao petismo e seu projeto de ditadura bolivariana.

Que nossas representações políticas sejam capazes e suficientemente honestas de ouvir o eco do clamor popular.

O alvo maior: o processo de pilhagem imposta ao Palácio do Planalto por uma quadrilha sofisticada e altamente competente, verdadeira empresa criminosa que se apoderou do governo, age “como dolo de planejamento, divisão de trabalho e organicidade, uma sofisticada organização criminosa”, assim classificou o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Melo, em sessão dos embargos infringentes do Mensalão.

Para consolidar seu projeto imensurável de “poder pelo poder”, Lula da Silva, José Dirceu, Dilma e outros líderes uniram o que de mais retrógrado há  nas hostes petistas e base aliada às oligarquias ultraconservadoras e à ralé empresarial para se entranhar no poder Federal e assim saquear os cofres públicos em dimensões variadas.

As investigações do MPF e PF estão confirmando o grande número de escândalos, a espantosa desfaçatez e o desrespeito dos operadores da quadrilha aos princípios éticos, políticos e filosóficos inerentes à democracia. Sucessivas operações comprovaram o modus operandi de um esquema que se imaginava inatingível e infenso às garras da lei. Por isso mesmo banalizou sistematizada roubalheira, mentiras, recorrentes dissimulações e tentativas de obstrução à Justiça nestes últimos 13 anos.

Como não se insurgir contra tal descalabro?

O povo saiu às ruas exigindo mudança. Mas mudar pra valer, desde as camadas sociais mais inferiores até às elites culturais, políticas e econômicas, brancas ou pretas. Mudar no sentido de voltar a se tornarem dignos de respeito o trabalho honesto, o padrão educacional, o patrimônio público e as instituições da República.

Bastante significativo o número de cartazes com inscrições “Mais Moro, menos Dilma” e “Somos todos Moro”, vistos entre os manifestantes de todo o Brasil. Camisetas e faixas, grupos familiares, crianças, jovens, adultos e idosos integraram as passeatas sem medo, dispostos a demonstrar cabal insatisfação popular e exigir mudanças em prol de um País – que já tivemos – decente, respeitado, economicamente forte, politicamente democrático e socialmente justo.

Na verdade, o somatório de escândalos que vêm sendo revelados desde 2003 – CPI da Corrupção, Mensalão, compra de dossiês, dólares na cueca, Pasadena, assaltos à Petrobras objeto da operação Lava Jato – configuram sinais evidentes de que a era petista está no fim e não mais reúne condições morais, éticas, políticas e gestoras, além de base popular – menos de 8% apoiam Dilma Rousseff -, para se manter à frente do governo brasileiro.

A propósito, afirmar que Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff não sabiam nem sabem de nada do que se passa desde a sala de visita à cozinha do Palácio do Planalto; de que o ex-presidente não é dono do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia; tentar esconder fatos concretos relacionados ao meteórico enriquecimento de seus filhos, é, no mínimo, pretender desdenhar da inteligência dos brasileiros.( Osiris Silva – Economista, Consultor de Empresas e Escritor)

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