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Michel Temer assume Presidência, em rápida solenidade no Congresso Nacional

Temer ao lado de Renan na solenidade de posse/Reprodução
Temer ao lado de Renan na solenidade de posse/Reprodução
Redação
Escrito por Redação
Temer ao lado de Renan na solenidade de posse/Reprodução

                         Temer ao lado de Renan na solenidade de posse/Reprodução

Cerca de duas horas após o fim do julgamento do processo de impeachment, o ex-vice-presidente e até então presidente interino Michel Temer (PMDB), tomou posse de forma definitiva da Presidência da República na tarde de hoje, quarta-feira (31), em cerimônia no Congresso Nacional.
Temer chegou ao Congresso acompanhado de aliados, dos presidentes das duas casas legislativas, Renan Calheiros (PMDB-AL), do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), da Câmara, e do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. No caminho até o plenário do Senado, ouviu-se alguns gritos de “presidente Temer”.

Renan abriu a sessão e, em seguida, foi executado o Hino Nacional. Temer prestou juramento constitucional e tornou-se efetivamente presidente.

Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil

Michel Temer, ao ser empossado presidente

Renan declarou Temer empossado pelo período de “31 de agosto a 31 de dezembro de 2018”.

A cerimônia foi rápida, cerca de 10 minutos, e não houve discurso do presidente.

A reportagem do UOL não identificou entre os presentes parlamentares que foram contrários ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), que ocorreu quase nove meses depois do início do processo de afastamento. Temer passou pouco mais de três meses como presidente interino.

Temer foi recebido com bastante assédio no plenário do Senado. Diversos deputados e senadores fizeram fotos e selfies com ele. Entre os que optaram pela selfie, estava a deputada Raquel Muniz (PSC-MG).

A divisória de vidro que separa a Câmara dos Deputados e o Senado foi quebrada durante a chegada dele ao Congresso Nacional. Segundo assessores do Senado, o grande número de pessoas tentando passar de uma casa para a outra causou a quebra da divisória. Ainda segundo o Senado, não houve feridos.

Hoje mais cedo, 61 senadores votaram pela condenação de Dilma pelo crime de responsabilidade, cassando o seu mandato. Vinte parlamentares foram contrários.

A ex-presidente foi cassada, mas manteve o direito de ocupar cargos públicos. Isso porque não houve votos suficientes –ao menos dois terços– para torná-la inabilitada politicamente. Em uma votação realizada logo em seguida, 42 senadores se manifestaram pela perda dos direitos políticos de Dilma, enquanto 36 votaram contra; houve três abstenções.

Dilma Rousseff foi eleita pela primeira vez como presidente em 2010 e tinha sido reeleita em 2014, ambas as vezes tendo Temer como vice em sua chapa. Em maio deste ano, ela foi afastada do cargo quando a maioria dos senadores votou pela abertura do processo de impeachment.

No início da tarde, Dilma afirmou em um duro pronunciamento feito no Palácio do Alvorada, em Brasília, que o impeachment é um “golpe parlamentar” e prometeu fazer forte oposição ao governo Michel Temer. “Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer”, afirmou Dilma.

 Perfil

Considerado discreto e hábil negociador, o advogado e professor de direito Michel Miguel Elias Temer Lulia (PMDB), 75, chega à Presidência da República, o maior desafio de sua trajetória, de forma interina, com uma larga experiência política, algumas suspeitas e uma condenação. Em 2016, com a fama de gostar do que faz, ele completa 35 anos de política partidária –sua militância começou, porém, há mais de 50 anos.(UOL)

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