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Ministério da Saúde reafirma epidemia de dengue no Estado do Acre

Redação
Escrito por Redação

Pelo menos 11 estados, além do Acre e do Distrito Federal já atingiram níveis epidêmicos de dengue neste ano, segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A alta de infectados nessas unidades da federação fez o País também entrar em situação de epidemia, quando o índice de incidência da doença ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.

Em todo o País, considerando dados de 1º de janeiro a 2 de abril, os últimos disponíveis, já são 802,4 mil registros de dengue, 13% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando 705,2 mil pessoas ficaram doentes. Com o volume de casos, o País chegou ao índice de 392,5 casos por 100 mil habitantes, como informou o Estadão, baseando-se nos relatórios do Ministério da Saúde.

A epidemia se instaurou com duas semanas de antecedência em comparação com o ano passado. Hoje, a taxa de incidência da doença ultrapassou esse nível na 13ª semana epidemiológica, ou seja, a primeira de abril. Em 2015, isso havia ocorrido na 15ª semana.

Fazem parte também da lista de estados com surto da doença Acre, Rondônia e Tocantins, na Região Norte; Paraíba e Pernambuco, no Nordeste; Espírito Santo, no Sudeste; Paraná, no Sul; e todas as unidades da federação do Centro-Oeste: Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

FISCALIZAÇÃO
Um total de 213 mil casas deveriam ter sido visitadas em Rio Branco, durante as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus: o Aedes aegypti. Contudo, apenas 3% desses imóveis receberam a visitação de um agente de endemias. Foram apenas 11.471 fiscalizações, informou o Ministério da Saúde (MS).

Nesse contexto, representantes da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) estão no Acre onde até junho devem fiscalizar, junto à Sala Estadual de Coordenação e Controle ao Aedes aegypti, as ações de controle do mosquito. O objetivo é incentivar a mobilização permanente e sustentável de ações de combate e controle do vetor, mesmo nos períodos em que não há grande circulação do mosquito.

Na agenda de trabalho estão previstas visita nas escolas para acompanhar o trabalho dos agentes de combate às endemias e a participação no comando de saúde nas rodovias, que dará orientações sobre o combate ao mosquito.

(ac24horas)

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