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Morre Luiz Paulo Conde, ex-prefeito do Rio de Janeiro

Luiz Paulo Conde a mulher Eliza Rizzo/Foto: Globo
Redação
Escrito por Redação

Em 1997, quando assumiu a prefeitura do Rio, o arquiteto Luiz Paulo Conde não escondia um sonho que dividia com muitos cariocas: ver a cidade sediar os Jogos Olímpicos de 2004. Na época, o Rio de Janeiro não foi escolhido nem entre as finalistas para disputar o direito de receber as Olimpíadas, mas, dizem os amigos, Conde acreditou até o último minuto que a beleza natural e as recentes transformações urbanísticas da cidade maravilhosa poderiam virar o jogo. E ajudou a lançar entre os moradores e apaixonados pela cidade um clima de otimismo que serviu de base para a recandidatura vitoriosa. Ex-prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde morreu na madrugada desta terça-feira, aos 80 anos.
— Ele era um apaixonado pela arquitetura e pelo Rio. E não media esforços por estas duas paixões. Acreditava que a cidade podia ser melhor, sempre — resume o arquiteto Sergio Magalhães, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), amigo de longa data do ex-prefeito,

Luiz Paulo Conde estava internado há um ano no Hospital Samaritano, em Botafogo, para tratamento de um câncer na próstata. Há sete anos, lutava contra a doença. Ele era casado com Rizza Conde, que conheceu durante o curso de Arquitetura, e deixa três filhos e dez netos. O prefeito Eduardo Paes decretou luto oficial de três dias na cidade pela morte do ex-prefeito. O velório será realizado no Palácio da Cidade a partir desta terça-feira, às 18h. Na quarta, às 11h30m, haverá uma missa de corpo presente. Em seguida, o corpo segue para o Cemitério São João Batista, onde será sepultado.

Com uma carreira consolidada e premiada na Arquitetura, Luiz Paulo Conde entrou tarde na política. Aos 60 anos, assumiu a Secretaria municipal de Urbanismo, no primeiro governo de Cesar Maia (1993-1997), e recebeu a missão de comandar o projeto do Rio Cidade, que promoveu diversas intervenções urbanas nas vias mais importantes dos principais bairros cariocas. Foi uma espécie de super secretário, encarregado de comandar todas as obras da cidade.

Por causa de ruas esburacadas, desapropriações e transtornos no trânsito, ouviu muitas críticas. Para ele, as reclamações tinham como pano de fundo o pensamento de quem “se habituou a viver numa situação de falta de civilidade e cultura”. Como urbanista, defendia que as obras estruturais mudariam a cara da cidade no futuro. “O Rio Cidade forma, com a Linha Amarela e a conclusão da ligação Lagoa-Barra, um conjunto de medidas reestruturadoras”.

Ex-simpatizante do PCB, Conde filiou-se ao PFL para suceder Cesar Maia. Mesmo sendo considerado um azarão, foi eleito prefeito no segundo turno derrotando Sergio Cabral Filho, então candidato pelo PSDB.(O Globo)

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