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MT: Polícia prende comerciante e ladrão que envenenaram achocolatado

Segundo a Policia Civil, Adones teria colocado veneno de rato no produto/Foto: PC.
Segundo a Policia Civil, Adones teria colocado veneno de rato no produto/Foto: PC.
Redação
Escrito por Redação
Segundo a Policia Civil, Adones teria colocado veneno de rato no produto/Foto: PC.

Segundo a Policia Civil, Adones teria colocado veneno de rato no produto/Foto: PC.

A morte da criança Rhayron Chirstian da Silva Silva, de dois anos, no Parque Cuiabá, na última quinta-feira foi mesmo por envenenamento. A Polícia Civil prendeu nas primeiras horas desta quinta-feira o responsável por ter colocado veneno no achocolatado da marca Itambé e quem repassou o produto “batizado” para o pai da criança. Como o portal de noticias 24 Horas News divulgou no último sábado o responsável pela colocação do veneno é um comerciante do bairro que estava que, se dizendo cansado de ser roubado, preparou o achocolatado para que o ladrão pegasse. Ele acreditava quer o ladrão era um menor de idade, mas quem entrou em seu estabelecimento foi um maior de idade, muito conhecido no bairro para prática de pequenos furtos e por ser viciado em todos os tipos de drogas.

Foram presos o comerciante Adones José Negri, 61 anos, que teria envenenado o achocolatado e Deuel de Rezende Soares, 27. Eles prestaram depoimentos na manhã desta quinta-feira na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) e devem ser conduzido para um dos presídios de Cuiabá ainda hoje.

A prisão da dupla só foi possível depois que a mãe da criança, que também teve problemas de saúde ao tomar o achocolotado denunciou à polícia que Deuel, um conhecido viciado do bairro e que fazia pequenos furtos em toda a região, teria vendido ou produto para seu marido, também viciado em drogas. Segundo ela, já era costume os dois fazerem trocas de produtos roubados.

Com a prisão de Deuel, que tem uma vasta ficha criminal, foi possível chegar ao comerciante que “batizou” o achocolotado. “O Deuel confirmou que havia entrado na casa do comerciante e roubado o produto, mas garantiu que não colocou veneno. Ele desmentiu também que não levou o produto para que o pai da criança, viciado em drogas tomasse para morrer, por falta de pagamento dos entorpecentes. Assegurou, entretanto, que conhecia o pai da criança e que utilizavam drogas na praça Nossa Senhora Aparecida e em outros lugares do bairro.

Deuel disse ainda que não imaginava que o produto estava “batizado” e que provocaria a morte da criança e que levou a mãe do menino e um amigo da família, de 17 anos, para o hospital. A mãe, em depoimento também disse que não imaginava que o produto estava preparado. Segundo ela, o marido levou uma caixa com cinco acholocatados e ela resolveu dar ao filho, que pediu o produto.

Adones, o comerciante, depois da notícia da morte da criança havia deixado o bairro e foi preso na praça Ipiranga, área central de Cuiabá, onde acreditava não seria reconhecido.

Segundo a Policia Civil, Adones teria colocado veneno de rato no produto. Os exames feitos no achocolatado e na criança, durante a autópcia serão conhecidos nesta sexta-feira e devem revelar que o veneno era mesmo de rato.

Ao ser preso, Adones confessou aos policiais que não tinha a intenção de matar a criança, mas revelou que colocou os venenos nos produtos de uma caixa pois estava cansado de ser roubado pelo Deuel e um outro menor de idade. Segundo ele, o ladrão tinha predileção pela bebida. Após realizar o furto das caixas de achocolatado, o assaltante revendeu o material para o pai do menino, que ofertou a bebida a criança sem saber o que se passava.

O delegado Eduardo Botelho disse que Adones após a confirmação da morte da criança deixou o bairro Parque Cuiabá indo dormir na praça Ipiranga por medo de ser linchado no bairro.

(24horasnews)

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