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Mutirão carcerário presta assistência jurídica a detentos do IPAT

Presos do IPAT recebem assistência Jurídica/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Mais de 360 presos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), foram beneficiados com o primeiro mutirão carcerário do ano de 2015, realizado naquela unidade durante três dias. Os atendimentos permitiram que os encarcerados tivessem conhecimento sobre a situação jurídica em que se encontram.
O mutirão foi realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em parceria com a Umanizzare, responsável pela gestão da unidade prisional. Segundo o diretor da unidade, Carlos Augusto Reis, o mutirão surge a partir de uma demanda coletiva. “É uma demanda dos reeducandos e nossa enquanto administração, já que percebemos que existem muitas queixas quanto a processos parados, pessoas que nunca tiveram retorno”, explicou.

Quatro advogados da Umanizzare verificaram os casos mais complicados para, de acordo com o gerente técnico da Umanizzare, Alexandre Pinto, levar respostas rápidas aos presos que esperam há algum tempo por decisão judicial. “Nem todos têm assistência jurídica, muitos são enganados por advogados particulares que abandonam os casos e nem avisam. Nossa ideia é dar a oportunidade dessas pessoas saberem o que está acontecendo”, ressaltou.

Dos 973 homens presos no IPAT, uma média de 700 não possui advogados acompanhando o processo. “Uma das nossas ideias é justamente que esses defensores que estão aqui hoje retornem”, contou Carlos Augusto, que considera essa ausência um dos maiores problemas dos presídios. Na próxima quinta-feira (2), mais uma série de atendimentos será realizada.

César dos Santos, 22 anos, está preso há oito meses e, antes do mutirão, não sabia sequer a data da audiência no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). “Só hoje fiquei sabendo que daqui a dois meses é minha audiência. Segundo o advogado, já perdi uma porque não sabia. Agora vou esperar”, disse César.

Uma das advogadas envolvidas, Elizabete Jerônimo, lembrou que a presença do grupo na unidade dá esperança aos internos e, também, representa uma ajuda social e psicológica. “Quando mostramos que queremos ajudar eles ficam mais satisfeitos”, destacou.

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