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Naufrágio de barco no Mar Egeu deixa 18 migrantes mortos

Barco com migrantes naufraga no mar Egeu/Foto: AP
Redação
Escrito por Redação

O número de migrantes que morreram hoje, quinta-feira (24), em um naufrágio no Mar Egeu, na costa da Turquia, subiu para 18. O grupo seguia para a ilha grega de Lesbos.
A pequena embarcação sobrecarregada, que zarpou da cidade turca de Bademli (oeste), virou em consequências das condições meteorológicas desfavoráveis, informou a agência turca Dogan.

A nacionalidade dos migrantes não foi estabelecida até o momento.

Apesar do frio do inverno, que transforma a travessia pelo Egeu em uma viagem perigosa, os migrantes continuam se arriscando para tentar entrar na União Europeia (UE), mas em menor número do que nos últimos meses.

Com a queda da demanda, os traficantes de seres humanos oferecem agora seus serviços ao preço de 500 dólares por pessoa. No verão eles cobravam US$ 1.200, segundo a imprensa turca.

Mas os naufrágios continuam acontecendo de maneira quase diária.

Pelo menos 13 migrantes, incluindo sete crianças, morreram afogados nas proximidades da ilha grega de Farmakonissi na madrugada de quarta-feira.

O naufrágio aconteceu poucas horas depois da publicação de um comunicado conjunto da ONU e da Organização Internacional de Migrações (OIM) que destacava a entrada de um milhão de migrantes na Europa em 2015.

Na terça-feira, 11 migrantes, entre eles três crianças, faleceram em um naufrágio similar na costa turca.

De acordo com a OIM, quase 3.700 migrantes, em sua maioria de países em guerra como Síria, Iraque e Afeganistão, morreram ou desapareceram desde janeiro no mar. Quase 700 deles tentavam atravessar o Egeu para chegar à Grécia e 3.000 o Mediterrâneo em direção à Itália.

A guerra civil na Síria provocou mais de 250.000 mortes e milhões de deslocados e refugiados em quatro anos e meio de conflito. Quase 4,4 milhões de pessoas fugiram do país.

O Alto Comissário da ONU para Refugiados, o português António Guterres, afirmou na segunda-feira que é favorável a um “New Deal” para os países limítrofes com a Síria, que recebem milhões de refugiados procedentes desta nação, como Turquia, Jordânia ou Líbano.

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