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Nejmi Aziz ainda luta pelo direito de ser candidata a prefeita de Manaus

Redação
Escrito por Redação

A cadeira do prefeito de Manaus parece estar ficando vaga por antecipação, tanto, que já se discute abertamente, quem são os prováveis e supostos ocupantes do mais cobiçado cargo político de 2016, na Prefeitura de Manaus e, a ex-primeira dama estadual Nejmi Aziz ainda luta com todas as armas para ser ela, a indicada do grupo político dominante do Estado.

Os outros nomes são lançados à esmo e de acordo com o que se comenta dentro dos grupos políticos a que pertencem. A maioria traz na bagagem, histórico de administrações anteriores, outros nem tanto, mas quem tem as informações privilegiadas diz que os senadores Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (PMDB), Vanessa Grazziotin (PCdoB), o vice-governador Henrique Oliveira (SSD), estão no páreo e bem cotados a serem candidatos majoritários nessas eleições. Na outra ponta, correm Marcelo Ramos (PR), Hissa Abrahão (PDT ), Marcos Rotta ( PMDB), Chico Preto (PMN) e mais uns três pré-candidatos a prefeito de Manaus.

Até o presidente da Aleam, Josué Neto, vice na chapa de Arthur e que em uma eventual, hipotética e surreal ida do atual prefeito Arthur Neto (PSDB) para o Senado, em 2018, já se posiciona no ranking dos postulantes. Isso é, se por acaso o Arthur vencer as eleições em 2016. Coisa que até mesmo integrantes do seu grupo político passaram a duvidar, ele é o indicado.

Mas de todos os citados acima, o mais intrigante continua sendo a insistente decisão da ex-primeira dama estadual Nejmi Aziz de se lançar candidata majoritária à prefeitura de Manaus em 2016. Ela, Nejmi vem tentando se cacifar junto ao governador José Melo (Pros), e ao próprio marido Omar Aziz (PSD), à tão sonhada vaga de candidata, mas não tem conseguido convencer o chefe do governo, que já declarou apoio incondicional ao atual prefeito e ao vice da chapa, Josué Neto.

Nejmi sairia pelo PSD, do ministro Gilberto Kassab e do senador Omar Aziz. Ocorre que essa vaga já tem nome, endereço e título de eleitor definido, mesmo ela não aceitando.

A insistência, no entanto, tem gerado ranhuras nas suas relações com o governo. O mesmo governo para o qual ela um dia chegou a indicar secretários, como Leonel Feitosa (Detran) e o ex- diretor da Suhab, Sidney de Paula. O Leonel está demissionário e com restrições junto ao TCE-AM, o Sidney exonerado sob denúncia de corrupção e até vendas de cassas do Prosamim.

Por sua vez e, independente dos acordos anteriores com o governador, ainda na campanha de 2014, com vistas ao governo em 2018, Omar andou forçando a aceitação da ex-primeira dama à vaga de candidata do grupo. As idas e vindas dele ao palácio terminou por gerar um certo desconforto nas relações com o chefe de governo e deixou uma pecha de dúvida se ele estaria mesmo apoiando a reeleição do prefeito, conforme havia declarado à imprensa.

Comenta-se, inclusive, que Omar não estaria defendendo projetos do Amazonas, em Brasília, junto aos ministérios, em função dessa negativa do governador. Para outros, nada de muito sério, mas o Omar está insistindo na defesa de uma proposta pessoal a qual Melo não aceita como sendo viável nesse primeiro momento.

O desdobramento desse novo episódio, está fundamentado na “cadeira vaga” do chefe do executivo municipal e podem ter outras decisões em breve, inclusive, o lançamento da candidatura do próprio senador Omar Aziz para a prefeitura de Manaus. Ele não gosta de avião e nem de Brasília.

A certeza de que Arthur não se reelege, está levando candidatos a se lançarem fugazmente ao balaio dos apoios. Nejmi é uma delas, inclusive, chegou a fazer cursos de oratória e comportamento em público em São Paulo, no ano passado. Também tem boa aceitação nas classes C e D, mas, parece, não está se comportando bem, na visão dos caciques do governo. Os meses seguintes dirão quem está com a razão.

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