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Nélia Caminha é eleita nova desembargadora do TJAM

Juiza Nélia Caminha, nova desembargadora do TJAM/Foto: Reprodução
Redação
Escrito por Redação

A juíza de direito titular da 6ª Vara Cível e atual juíza-auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça, Nélia Caminha Jorge, foi eleita a nova desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), com 15 votos, na manhã desta terça-feira, dia 1º. A votação ocorreu durante a Sessão do Pleno na sede do Poder Judiciário do Estado, localizado na avenida André Araújo, Aleixo.
A magistrada, que possui 26 anos de carreira, concorreu com os juízes Airton Luís Corrêa Gentil (1ª Vara Especializada da Dívida Ativa Estadual), Elci Simões de Oliveira (12ª Vara Cível), Onilza Abreu Gerth (8ª Vara Cível), Mirza Telma de Oliveira Cunha (1º Tribunal do Júri), Cézar Luiz Bandiera (2ª Vara da Fazenda Pública Municipal), Joana dos Santos Meirelles (1ª Vara Cível), Henrique Veiga Lima (9ª Vara Criminal) e Lia Maria Guedes de Freitas (11ª Vara Cível).

Antes do início da votação, presidida pelo vice-presidente do TJAM, desembargador Aristóteles Lima Thury; o corregedor-geral de justiça, desembargador Flávio Pascarelli deu ciência ao pleno, da impugnação feita por um dos candidatos, o juiz Cézar Bandeira. Segundo o documento, o magistrado questiona o fato de sua produtividade não ter sido comparada, em médias gerais, com as varas similares, ou seja, que tenham a mesma descrição que a dele.

Além disso, o titular da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal afirma que não teve acesso aos documentos referentes a essa produtividade, ficando assim impossibilitado de saber se as informações prestadas pelas varas eram verdadeiras ou não. Após a leitura e por decisão unânime do pleno, a impugnação foi rejeitada.

A votação ocorreu de forma aberta, com os números divulgados simultaneamente e expostos em dois telões, nos quais os presentes puderam conferir as notas dadas pelos desembargadores do TJAM aos magistrados concorrentes. Ao final, a juíza Nélia Caminha Jorge sagrou-se eleita. “Estou feliz pela concretização de um sonho. É o ápice da carreira da magistratura no Estado. Esse é o meu sonho e de todos os magistrados, desde aqueles que estão no interior até os que disputaram comigo. É uma sonho realizado”, declarou.

A presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo, que averbou-se impedida por ser casada com o juiz Cézar Bandiera, parabenizou a juíza. “Parabéns para a dra. Nélia que, pela terceira vez, figura a lista e é proclamada pelos votos dos seus colegas. Parabenizo também os colegas que foram votados e peço a Nossa Senhora que lhe ilumine. Seja muito bem-vinda ao Plenário. E aos que participaram, nossa vida é assim, continuando até que um dia, Deus em sua infinita bondade, decida que chego o momento. Parabéns e nós estamos felizes de termos mais um juiz escolhido para compor a Corte do tribunal”, disse.

Além da presidente do TJAM, averbaram-se impedidos o desembargador Yedo Simões, por ser irmão do magistrado Elci Simões e a juíza Mirza Telma, que também concorria a vaga e estava convocada para substituir o desembargador Rafael Romano até a nova eleição. Vale ressaltar que essa escolha teve como critério o merecimento. A data da posse da nova desembargadora será divulgada em breve.

“O Judiciário está dando um exemplo”, diz desembargadora eleita.

Nélia Caminha Jorge reforçou sua postura no 2º Grau

Após ser eleita desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), durante Sessão do Pleno na manhã desta terça-feira, dia 1º, a juíza de direito titular da 6ª Vara Cível, Nélia Caminha Jorge, concedeu entrevista no hall do Plenário Ataliba David Antonio, localizado no edifício Desembargador Arnoldo Péres, sede do Poder Judiciário do Amazonas.

“Estou feliz pela concretização de um sonho. É o ápice da carreira da magistratura no Estado. Esse é o meu sonho e de todos os magistrados, desde aqueles que estão no interior até os que disputaram comigo. É um sonho realizado”, disse.

Questionada como será a sua postura como desembargadora, a magistrada reafirmou seu posicionamento. “A minha postura será a mesma. Quem me conhece, sabe a forma com que dirijo os trabalhos. Meus posicionamentos permanecem os mesmos, apenas vou trabalhar no 2º Grau. Somente isso”.
Em um momento em que o país começa a punir corruptos, Nélia Caminha afirma que “o Judiciário está dando um exemplo”. “Está mostrando que não vale a pena tripudiar. A corrupção não vale a pena e o Judiciário está mostrando o que deve ser feito”.

Antes de finalizar, ela salientou que sua escolha foi uma surpresa. “De uma eleição se espera tudo. Por isso que me considerei eleita somente a partir da proclamação do resultado. Gostaria de agradecer a Deus, minha Nossa Senhora de Fátima e aos votos dos meus pares”.

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