Amazonas Saúde

Novo método de tratamento do câncer de mama deve reduzir em 30% dos casos no AM

Mastologista aplica treinamento na FCecon/Foto: Valdo Leão
Redação
Escrito por Redação

Um novo modelo de tratamento do câncer de mama chegou ao Amazonas, com a proposta de diagnosticar de maneira rápida, as lesões suspeitas nos pacientes com casos graves da doença, método que reduz o tempo entre o diagnóstico e o tratamento da doença, através de um instrumento que realiza a biópsia no mesmo dia em que o paciente faz a consulta com o médico, metodologia que deve garantir redução dos casos, sem a necessidade da cirurgia de retirada da mama.
Esse tipo de tratamento foi apresentado nesta sexta-feira, 24 de junho, pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em parceria com o Hospital Pérola Byington de São Paulo e a Fundação Susan Komen, por meio de um treinamento para profissionais da mastologia das redes básicas, de média e alta complexidade, no Hotel Caesar Business, na avenida Darcy Vargas, Chapada, zona centro-sul.

O câncer de mama é o segundo tipo que mais afeta as mulheres amazonenses. Em 2015, foram diagnosticados cerca de 300 casos. Somente no primeiro semestre deste ano, já foram registrados 200 casos da doença, conforme dados do setor de Mastologia da FCecon. Com essa nova forma de tratamento, a meta é reduzir em 30% os casos desse câncer no Amazonas. O programa foi implantado pelo Hospital Pérola Byington, que atende cerca 1,3 mil casos da doença por ano, no estado paulista. O trabalho tem apoio da Fundação Susan Komen, que financia o projeto no Brasil para ajudar em projetos que colaboram com o tratamento da doença.

O diretor técnico do Hospital Pérola Byington, Luiz Henrique Gebrim, ressalta que o que antes levaria um tempo médio de três meses de diagnóstico, agora será possível fazer em apenas um dia para acelerar o tratamento da doença. “Esse treinamento é justamente para os médicos aprenderem a separar os nódulos benignos dos malignos, sendo que os casos mais suspeitos vão para a Fundação Cecon, que vai contar com o equipamento doado pelo Hospital Pérola para fazer a biópsia sem a necessidade de anestesia geral, ou seja, no mesmo dia da consulta o paciente já faz a biópsia, com a perspectiva do resultado sair em duas semanas para começar o tratamento no período de um mês”, explica Luiz Henrique, que vem ministrando o treinamento para médicos e profissionais da saúde nas regiões Norte e Nordeste do país, onde estão as maiores ocorrências da doença.

Redução – No Amazonas, o projeto é coordenado pelo Serviço de Mastologia da FCecon, representado pelo gerente do setor de mastologia, Gerson Mourão, e pela médica Hilka Espírito Santo, da mesma especialidade. “Através desse treinamento, vamos qualificar vários profissionais para implantarmos dentro da Fundação esse atendimento rápido e resolutivo, para que a paciente tenha o seu diagnóstico mais rápido para que possa fazer seu tratamento. Dessa forma, acreditamos que possamos diminuir a taxa de mortalidade”, explica Hilka, que é coordenadora de residência em mastologia da FCecon.

Médicos e técnicos participam de treinamento/Foto: Valdo Leão

Médicos e técnicos participam de treinamento/Foto: Valdo Leão

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