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O debate sobre a abertura da BR-319 ficou pelo caminho( Por George Dantas)

Ambientalista George Dantas(AM)
Ambientalista George Dantas(AM)
Redação
Escrito por Redação

Um caloroso debate dominou as redes sociais no final do ano passado, a tão esperada abertura da BR-319, a estrada da “salvação” do Amazonas e que iria ligar a capital Manaus ao resto do Brasil e tirar do isolamento milhares de amazonenses.
Um misto de ignorância e má-fé de políticos oportunistas que engabelavam a população e reduziam o debate das necessárias condicionantes que estavam sendo relativizadas.

O fato é que muitos desejam a reabertura da estrada, mas não aceitam discutir ou avaliar os prováveis impactos ambientais.

Desde a década de 70, a Amazônia é alvo da cobiça internacional, enquanto no plano nacional, o que se observa é uma sede incessante dos setores do agronegócio e madeireiro em explorar os recursos naturais do bioma floresta amazônica, expandindo assim a fronteira agrícola,  que hoje, se localiza na borda sul dos estados do Amazonas e Pará, conhecido como arco do desflorestamento.

O desmatamento na região amazônica, segue ano após ano, apresentando aumento nas taxas, naquele ritmo de sempre, começam desmatando, retirando a madeira e depois, segue com a preparação do solo, que futuramente, servirá apenas de pasto. Que triste fim para um bioma megadiverso e que presta serviços ambientais inquestionáveis.

Será que estamos preparados para pagar esse preço para ter a abertura da BR319?

A sociedade precisa sim discutir a abertura da estrada sob o prisma da legalidade, obtendo todas as licenças previstas na legislação, cumprir todas as condicionantes e assim, ter a capacidade de gerenciar as futuras unidades de conservação, para que em seguida, possamos ter a garantia que a estrada não deixará uma herança maldita da floresta derrubada.(George Dantas – Ambientalista)

A madeira em toro a caminhos diversos/Foto: Divulgação

                                  A madeira em toro a caminhos diversos/Foto: Divulgação

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2 Comentários

  • Luis Rougles

    Você está muito mal informado. Para quem pretende redigir um texto e trazê-lo à público, precisa se informar mais e melhor e ter uma postura mais inteligente e decente para tratar do tema. Mas vou lhe ajudar, tirando-o das trevas.
    1) A rodovia nunca foi fechada, de modo que o debate não é pela reabertura, mas sim pela liberação das obras de recuperação e conservação e posterior pavimentação. Para sua ciência, há muitos veículos e ônibus trafegando atualmente na BR 319, mesmo em pleno inverno amazônico.

    2) O debate não só não ficou pelo meio do caminho, como se intensificou e amadureceu. Atualmente o debate deixou de fazer parte só dos meios políticos, mas ganhou a sociedade. Os meios de comunicação tem se empenhado em divulgar a importância da pavimentação da BR 319 e a sociedade civil organizada está lutando para que isso ocorra.

    3) Você mesmo se contradiz ao afirmar que o desmatamento na região amazônica segue ano após ano, e na sua compreensão, sequer o debate pela BR 319 tem ocorrido, que dirá de fato a trafegabilidade por esta rodovia. Sendo assim, por que você pergunta se estamos preparados para pagar esse preço para ter a “reabertura” da BR 319? O desmatamento já há sem a BR 319. A rodovia não pavimentada e sem a presença do Estado por meio dos agentes fiscalizadores (IBAMA, IPAMA, Exército Brasileiro, PRF, Polícia Ambienta, etc) o que ocorre é que não só quem desmata tem liberdade para os crimes ambientais, face a ausência do Estado, como também quem quer praticar outros crimes se vê favorecido. Assim, a pavimentação da BR 319 trará o Estado Brasileiro para fiscalizar o que hoje se acredita protegido, pois é público e notório que os defensores da pavimentação da BR 319 também defendem a construção de postos de fiscalização ao longo de toda a rodovia.

    4) Afirmar que desejamos a “reabertura da estrada” sem discutir ou avaliar os impactos ambientais é faltar com a verdade. Aliás, a pavimentação da BR 319 tem sido objeto de intensos debates e discussões sobre o que se deve fazer para que a pavimentação não traga nenhum impacto ambiental – até porque a rodovia já existe desde a década de 1970, ou seja, não há mais o que desmatar, pois isso já fora feito. Para sua ciência o debate que envolve os impactos ambientais na BR 319 superam, em muito, por exemplo, os debates travados na construção da BR 364, que também fica na Amazônia, no estado do Acre.

    5) Enfim, seu texto mostra-se fraco de argumentação e pobre de ideias. Fruto de alguém que está mal preparado para tratar de um tema tão importante como o da BR 319 e que assume uma postura contraditória: coloca-se contra a pavimentação da rodovia e afirma que iremos pagar um preço alto caso ela seja pavimentada, ao mesmo tempo em que afirma que a Amazônia, mesmo sem a BR pavimentada, está sendo desmatada. Sugiro que seu texto seja reescrito e apele para que o Estado Brasileiro fiscalize, puna, haja com rigor contra aqueles que querem o fim da floresta. Querer a pavimentação da rodovia não é desejar o fim da floresta. Aliás, desenvolvimento sustentável implica em conjugar o desenvolvimento com a preservação do bioma. Pois então, para muitos projetos se emprega o desenvolvimento sustentável, mas quando o assunto é BR 319, aí surgem alguns que alegam que não é possível conciliar desenvolvimento com sustentabilidade: provavelmente por má vontade – ou ignorância mesmo.

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