Amazonas Formal & Informal

O DI amarga mais de 2.500 demissões em janeiro e fevereiro/2016

Valdemir Santana com trabalhadores no Distrito Industrial do Amazonas.
Redação
Escrito por Redação

Nos dois primeiros meses de 2016, o Distrito Industrial do Amazonas amarga a demissão de mais de 2.500 trabalhadores, realizada nas suas principais fábricas, independente do polo a que esteja inserida.

O registro foi feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), que atualmente tem a sua sala de homologações de rescisões contratuais abarrotadas de trabalhadores que perderam os seus empregos por causa da crise que vem atingindo em cheio todas as linhas de produção da indústria do Amazonas.

Para o presidente do Sindmetal, Valdemir Santana, que também acumula a presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), o centro da economia do Estado está sendo “ferido de morte”, mas que isso tem jeito desde que o governo do estado se pré-disponha a dialogar com as instituições trabalhistas.

De acordo com Valdemir, o governo está perdendo arrecadação, o comércio e a indústria estão reduzindo o seu potencial de empregabilidade, as empresas não estão contribuindo com os cofres estaduais porque, em mais de um ano, não foi formatado uma saída da crise em comum acordo entre as instituições trabalhistas e o governo. “Infelizmente o governo está perdendo arrecadação. É preciso chamar o mundo do trabalho para conversar, para encontrar uma saída”, destaca Santana.

Valdemir disse que essa não é a primeira vez que o Distrito Industrial passa por crise profunda. Nos governos do Fernando Henrique Cardoso (PSDB), por exemplo, foram várias. Nessa época, o número de trabalhadores despencou para pouco mais de 40 mil. Hoje chega a 130 mil trabalhadores, entretanto, corre sério risco de redução drástica, caso não se encontre uma saída compartilhada para a crise que assola o DI desde o segundo semestre de 2015.

Santana destaca que nos governos de Amazonino Mendes e Omar Aziz, os trabalhadores, a CUT, os Sindicatos do setor eram chamados para propor soluções para as crises e sempre encontravam saída que favorecia a todos – governos e trabalhadores. Conforme disse ele, se continuar dando a responsabilidade da discussão para quem não conhece o Distrito Industrial, certamente o problema não vai ser resolvido. “A CUT está disposta a sentar com setores do governo para resolver o problema”, concluiu.

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