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O Fenômeno das Horas Rasas(Por Max Diniz Cruzeiro)

Existe um mecanismo psíquico pouco conhecido que interfere sobre a constância e a qualidade do pensamento. É um fenômeno presente no dia a dia de todo indivíduo e que requer uma atenção e habilidade para observar a influência da temporalidade sobre os indivíduos.
Como uma compulsão, seres humanos denotam com frequência uma tendência de agrupar o seu ciclo circadiano com marcadores instrumentais na forma de contagem de tempo em que seja possível coordenar ações em torno de objetivos expressos e/ou declarados.

Então os indivíduos passam a agir de forma reativa a se guiar por ações que são desencadeadas até o final de uma pontuação instrumental instalada, em que os horários mais correntes para este fenômeno tem por base as horas inteiras, a do iniciar do dia às 08h00, a hora para o almoço que se atribui universalmente às 12:00 e a hora que se atribui para os términos das atividades laborais com predominância para as 18:00.

A hora que antecede o ponto cardial do relógio marcado em sistema de recorrência de atividades, fortalece um martírio de conduzir rotinas de pensamentos por uma estrutura de tomada de decisão que consiste em apressar, reter, acelerar e sobretudo tornar o tempo curto para que o objetivo seguinte traçado ao ponto demarcado possa se converter logo em um outro mecanismo que alterará a conduta já preexistente.

Essa aproximação rasa que a hora demarcada representa faz soar um alarme de que o que deveria ser concretizado antes que o horário convergisse, é alvo de ser realizado antes do prazo, e que portanto a hora pode ser advertidamente avançada para dar um status do algo realizado e que portanto é o indivíduo merecedor de começar a atividade que se programou após o ponto demarcado para o instante em que o indivíduo dá por consumido o momento corrente.

O Fenômeno das Horas Rasas faz com que os indivíduos cada vez mais adiantem o seu ciclo produtivo. De modo que os horários são sempre avançados a fim de que o exercício da atividade seguinte possa prontamente ser desencadeada conforme o nível de ansiedade do indivíduo.

Se antes o indivíduo se habituava a sair do trabalho às 18:00 a sua linha de pensamento será constantemente bombardeada com motivos que o farão avançar as horas para o término de sua hora laboral para um instante de merecimento imaginado anterior à hora demarcada.

Até que se configure um novo vínculo dentro deste indivíduo que passa a gestar a nova hora compactuada que sua escala de raciocínio permite observar que ele deva desenvolver o seu trajeto para deslocamento de novo compromisso compactuado consigo mesmo.

Então para este indivíduo o trânsito dentro dos elevadores do seu prédio lhe consomem um momento precioso que o irá perceber que o seu compromisso posterior à hora demarcada não irá fluir conforme a sua necessidade, então passa a configurar a data vigente para o término desta atividade 5 minutos antes do horário compactuado.

Porém uma sensação de comodismo é observado no instante seguinte, mas a pressão das horas rasas se desloca para a observação dos conflitos que emergem sobre os 15 minutos que antecedem a hora anteriormente consagrada para o término do evento laboral.

E neste instante é o indivíduo novamente levado pela linha de raciocínio a condicionar novamente sua estrutura de pensamento para que um motivo determinante desloque novamente sua necessidade para ir para o evento próximo que lhe agrada gestar sua vida. E assim sucessivamente.

Este mesmo fenômeno de deslocamento da hora é visto em seu sentido contrário, ou reverso, quando o motivo maior de um indivíduo está sendo inserido dentro do contexto laboral presente e não sobre a atividade futura.

No seu sentido contrário é o indivíduo condicionado pelos afazeres do tempo a encontrar cada vez mais motivos para fazer com que sua dinâmica de permanência no local onde a demarcação previa o término das atividades que sua permanência no local se desdobre sobre o compromisso seguinte. Razão esta que muita gente opta por fazer contínuas horas laborais de trabalho de pois da hora estipulada pelo pacto de trabalho.

Os demarcadores são importantes para que os indivíduos não entrem em uma lógica de afetação procedural que não cause uma ruptura da atividade mecânica por uma falta de controle sobre o excesso e/ou escassez de atividade.

Porém quando os demarcadores não oferecem estruturas flexíveis, os indivíduos acabam por acumular frustrações em torno daquilo que o represamento da atividade, oferece como danoso a uma estrutura indexada as demandas físicas que outras pessoas somadas na ordenação de suas atividades diárias executam de forma concorrente no mesmo momento em que o agrupamento necessita de deslocamento para gestar as tarefas seguintes.

Por outro lado estruturas flexíveis, como o caso do banco de horas onde cada indivíduo possa gestar as suas métricas laborais, podem solucionar, em muitos casos, este problema e limitar as travas que a hora fixa condicionariam um agir coletivo para todos de um mesmo agrupamento, aumentando o estresse coletivo originado pelo advento do deslocamento entre os indivíduos.

As horas rasas sempre irão desencadear processos somáticos de ruptura de ações, devido principalmente ao fator de cansaço e exaustão que é a consequência direta para uma atividade que se arrasta por um longo seguimento de tempo.

Por esta razão a vontade de se aproximar ou se distanciar de algo que a influência direta será sempre uma métrica padrão aceitável que fará com que o indivíduo passe a nutrir o desejo de se livrar do tormento gerado em função deste conjunto de demarcadores.(Max Diniz Cruzeiro – Neurocientista Clínico, Psicopedagogo Clínico e Empresarial – www.lenderbook.com)

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