Amazonas Formal & Informal

O líder “vaidoso” e os seus esquecidos liderados políticos

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Redação
Escrito por Redação

O vereador Elias Emanuel (sem partido) confidenciou a um assessor parlamentar, que não vai entrar no “chapão Omar/Arthur” e nem ingressar no partido do prefeito Arthur Neto (o PSDB). O comunicado gerou surpresa, uma vez que, era dado como certa a sua ida para o bloco do partido do prefeito. Mas, no final da noite de ontem (01), era tido como certo a sua filiação nessa sexta feira (02).

O “chapão”, segundo Elias, só vai fazer 38.000 votos nas próximas eleições e, se ele entrar, nem ele e nem o vereador Mário Frota (PSDB) vão conseguir se reeleger. Ainda de acordo com a tabuada do vereador, Plínio Valério estaria dentro, uma vez que vem trabalhando com uma margem de 8.500 votos e possibilidade de ampliar até as eleições municipais de 2016.

No geral, parlamentares consultados temem o projeto individual e familiar do prefeito Arthur Neto. “Me mostre, na história, algum político que tenha crescido ao lado do Arthur?”, questionou um deles, que pediu para não ter seu nome citado nessa notícia. Existiram vários nomes que acreditaram nas “ideias políticas do Arthur Neto”, marcharam ao seu lado mas sucumbiram no anonimato ou no ostracismo na eleição seguinte.

Como um dos poucos exemplos, o assessor do parlamentar citou os nomes do pediatra Francisco Tussolini e de George Tasso, que ocuparam postos e cargos com a promessa de dias melhores, seguiram cegamente o Arthur, mas nunca tiveram êxito político até entrarem no anonimato. O desembargador aposentado Abel Alves, que tinha a sua reeleição garantida a deputado estadual em 1990, mas entrou na conversa do Arthur, que disse para ele concorrer a deputado federal. Abel perdeu as eleições e foi abandonado pelo Arthur.

Arthur enterrou o ex-delegado do Trabalho Adonay Sabá e está colocando uma pá de cal na carreira sindical do Vicente Filizzola, que ainda acredita em redenção ao lado do escorregadio político amazonense. Se for somar, existem uns 20 nomes que não sobreviveram depois de se relacionar com o atual prefeito de Manaus.

O mais recente decepção política aconteceu com o vereador Plínio Valério (PSDB), que tinha assento garantido na Câmara Federal nas eleições de 2014, mas o prefeito investiu todas as fichas, artimanhas e vaidade para garantir a eleição do seu filho, que está lá na quase completa letargia política. Se ele tivesse deixado o Plínio se candidatar hoje o PSDB teria dois Deputados Federais. Os números das urnas comprovam isso.

Outro escudeiro, que está seguindo os passos do Arthur Neto desde os anos 80, que subiu em todos os palanques para defender o que ele chama de “amigo”, mas que não recebe nenhum aceno no sentido de subida a cargos mais altos é o vereador Mario Frota (PSDB). Frota vem pleiteando postos políticos ao chefe do executivo desde que ele assumiu a prefeitura. É como se o vereador estivesse gritando no deserto.

Agora surgiu um nome na CMM, líder do prefeito, defesa incontestável do executivo, seguidor fiel e para toda obra, mas que vem sendo visto como a mais nova vitima do prefeito, a partir do próximo ano, quando, talvez, pelo suicídio coletivo do “chapão”, ele não conseguir se reeleger.

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