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O veneno de Lula contamina o País – por Garcia Neto

Garcia Neto é jornalista e professor universitário.
Redação
Escrito por Redação

Depois de ser conduzido para depor no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem reagindo com o rigor de uma cobra acuada. Inconformado por não ser reconhecido como um homem acima da Lei, e nem como o mais honesto do país, o ex-presidente insiste na premissa de que não fora convidado a depor e que não precisava da tal “condução coercitiva”. Bastava tê-lo convidado, evitando o “espetáculo midiático”.

Desde então Lula vem espalhando seu veneno através de sua habilidade palanqueira, com frases ardilosas que vão penetrando fundamente o tecido social brasileiro, provocando estardalhaços de grandes proporções ali e alhures. Chegou a dizer que tentaram matar a jararaca e não conseguiram, e que a cobra está viva, o que leva ao pressuposto de que ele ainda vai espalhar muito veneno pelos quatro cantos do Brasil. O dia 13 de março poderá ser o dia da pretendida agitação vermelha.

Lula escolheu como adversários os principais membros do Poder Judiciário: o juiz federal Sergio Fernando Moro e o ministro Teori Albino Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Teoricamente as investidas não são racionais, mas desespero de quem está sentindo o peso da Lei, massacrando a democracia populista da mentira, da enganação e da roubalheira. Os acontecimentos são tantos, que não dá tempo do governo pensar como tratar a crise.

O senador Delcídio do Amaral (PT), ex-líder do governo e principal delator da igrejinha petista, é um arquivo vivo, considerado como o homem-bomba de Brasília. Agora é cada um por si, já que a Lava Jato pegou o principal líder do bando e deverá fisgar o presidente do Senado, Renan Calheiros. O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) foi recentemente asfixiado.

Na fila de espera, a presidente Dilma Rousseff agoniza diante da ação de impugnação de mandato eletivo em que o PSDB pede a cassação do seu mandato e do vice Michel Temer; a rejeição das contas de 2014 do governo, que alimenta o pedido de impeachment, e a possível tramitação do pedido de impeachment, apoiado por movimentos que pedem a saída da presidente petista.

É o Brasil sendo passado a limpo, são os rigores da Lei purificando o meio político do país e toda sujeira eleitoral.

*Garcia Neto é professor e jornalista

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