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Oblak é o dono do jogo e Atlético de Madri vai à final da Champions

Oblak defende pênalti cobrado por Thomaz Muller/Foto: Reprodução
Oblak defende pênalti cobrado por Thomaz Muller/Foto: Reprodução
Redação
Escrito por Redação

Foi difícil, com sofrimento, ao melhor estilo Simeone, mas o Atlético de Madri está de volta à final da Liga dos Campeões. Hoje, terça-feira (03), na Alemanha, os espanhóis perderam por 2 a 1 para o Bayern de Munique, mas saíram com a vaga na decisão devido ao gol marcado fora de casa.
Xabi Alonso e Lewandowski fizeram para o Bayern, mas Griezmann, em gol polêmico, decidiu a classificação. A partida ainda teve dois pênaltis perdidos, um para cada lado, sendo que o do Atlético foi marcado em falta fora da área.

COMO FOI O JOGO

Ataque contra defesa. Assim foi a etapa inicial na Allianz Arena, com os bávaros criando ao menos três boas chances só na primeira metade. À medida que os espanhóis se fechavam, muitas vezes com 11 jogadores atrás da linha da bola. Aos 30, porém, a barreira foi furada. Xabi Alonso bateu falta da meia-lua, a bola desviou em Giménez e enganou Oblak. O Bayern teve a oportunidade de ampliar a vantagem cinco minutos depois, com Müller, de pênalti. Mas o atacante bateu mal, à meia altura, e parou em Oblak. Ao todo, foram 13 finalizações do Bayern, contra duas do Atlético. Uma blitz alemã.

Os dois times retornaram dos vestiários atuando da mesma forma. E, quando parecia que o roteiro do jogo se repetiria, Griezmann empatou o jogo aos sete minutos. O atacante tabelou com Torres e bateu colocado cara a cara com Neuer – quando foi lançado, porém, ele parecia estar impedido. E o Bayern sentiu o gol tomado. Até retomou o controle da bola, mas teve dificuldade para voltar a criar boas chances de gol. Em seu pior momento no jogo, no entanto, chegou ao segundo gol com Lewandowski, dando esperança à torcida em Munique. No finzinho, o Atlético ainda desperdiçou um pênalti marcado por falta fora da área com Torres, mas segurou a pressão do Bayern para voltar à final da Liga dois anos depois.

GRIEZMANN, MAIS UMA VEZ

O atacante francês do Atlético vive o melhor momento de sua carreira. E tem sido decisivo ao longo da temporada, principalmente na Liga dos Campeões. Após ser o algoz da eliminação do Barcelona nas quartas de final, Griezmann voltou a aparecer quando seu time mais precisava nas semis da Champions. Logo no início do segundo tempo, quando o Bayern pressionava em busca do segundo gol, ele arrancou de antes do meio de campo, tabelou com Torres e finalizou com categoria e tranquilidade de frente para Neuer. Chegou, assim, a 31 gols em 51 jogos na temporada – sendo sete na Liga. E garantiu a vaga na decisão pelo gol fora de casa.

MÜLLER RETORNA,  MAS PERDE PÊNALTI

A principal polêmica do primeiro jogo entre Bayern e Atlético foi a escalação de Thomas Müller no banco de reservas. Nesta quarta, porém, o artilheiro alemão voltou ao time titular de Guardiola. E vai dar o que falar mais uma vez. Pela meia, pela direita, entrando na área pelas diagonais, Müller foi um dos principais nomes dos bávaros no primeiro tempo, sempre levando perigo ao lado de Lewandowski. No lance do primeiro gol do Bayern, foi importante ao desestabilizar a barreira do Atlético, furada por Alonso. Mas desperdiçou um pênalti logo depois, à meia altura, defendido por Oblak. E sumiu na etapa final.

DOUGLAS COSTA SOME COM MARCAÇÃO DE FILIPE LUÍS

Com a volta de Ribery ao time titular do Bayern, o meia-atacante brasileiro foi escalado por Guardiola na ponta direita. E, acostumado a jogar pelo flanco oposto do campo, Douglas Costa foi mal. Sofrendo para trazer a bola da ponta para o meio em diagonal, e com muita dificuldade diante da marcação de Filipe Luís, não conseguiu produzir praticamente nenhuma jogada que pudesse resolver a partida. Tanto foi que acabou substituído por Coman no fim do jogo, quando o Bayern buscava o terceiro gol a qualquer custo para chegar à final da Liga.

GUARDIOLA VAI PRA CIMA, SIMEONE SE DEFENDE

Guardiola escalou o Bayern no 4-2-3-1, com Vidal e Alonso organizando a saída de bola, Ribery, Müller e Douglas Costa com liberdade na meia e Lewandowski como referência na área. Desde o apito inicial, os bávaros partiram com tudo pra cima dos espanhóis, com rápida troca de bola, intensa movimentação e jogadas laterais para alimentar a forte bola aérea.

Enquanto isso, Simeone repetiu seu clássico 4-4-2, com as duas primeiras linhas muito compactas, Griezmann solto com liberdade e Torres na frente. Às vezes, quando o Bayern recuava o jogo, o Atlético buscava pressionar no campo de ataque, dificultando a saída de bola e muitas vezes forçando o chutão de Neuer. Apesar da pecha de retranqueiro, “Cholo” mexeu bem na equipe na segunda etapa, principalmente trocando Fernández por Carrasco, o que melhorou a qualidade do passe da equipe.

FICHA TÉCNICA

Bayern de Munique 2 x 1 Atlético de Madri

Local: Allianz Arena, em Munique (ALE)
Data e hora: 3 de abril de 2016, às 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Cüneyt Cakir (TUR)
Gols: Xabi Alonso (30′ do primeiro tempo); Griezzman (7′) e Lewandowski (28′ do segundo tempo)

Bayern de Munique: Neuer; Lahm, Martínez, Boateng e Alaba; Xabi Alonso, Vidal; Douglas Costa (Coman) e Ribéry; Müller e Lewandowski.Técnico: Pep Guardiola.

Atlético de Madri: Oblak; Juanfran, Giménez, Godín e Filipe Luís; Augusto Fernández (Carrasco), Gabi, Saúl e Koke (Savic); Griezmann (Thomas) e Fernando Torres. Técnico: Diego Simeone.

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