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Orquestra de Câmara do Amazonas no ´Café Concerto´de amanhã (11)

Maestro Marcelo de Jesus, rege a OCA no Café Concerto/Foto: Divulgação
Redação
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Maestro Marcelo de Jesus, rege a OCA no Café Concerto/Foto: Divulgação

               Maestro Marcelo de Jesus, rege a OCA no Café Concerto/Foto: Divulgação

Diferente do que muitos pensam, a música brasileira vai além do gênero MPB. É o que pretende explicar o maestro Marcelo de Jesus no “Café Concerto”, amanhã, domingo (11), às 11h00, no Centro Cultural Palácio da Justiça.
O evento é mais um da série de concertos matinais que convida a população à experiência com instrumentos clássicos, sempre com entrada gratuita e apoio do Café Manaus. Intitulado “Música Brasileira”, o concerto vai ficar por conta da Orquestra de Câmara do Amazonas, sob a regência e direção musical do maestro Marcelo de Jesus, e contará com peças de Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes, Claudio Santoro e Edmundo Villani-Cortês – ambos maestros renomados da cena nacional.

De acordo com o Marcelo de Jesus, a ideia principal é fazer um panorama da música clássica brasileira, às vezes nem tão reconhecida como os demais gêneros populares. “Nós, enquanto orquestra, precisamos homenagear o período de ouro da música brasileira. É claro que tudo isso vai ser feito da forma mais simples possível, sem tantos termos técnicos, para que o público possa entender e sentir que isso faz parte deles também”, disse. De Villa-Lobos, a OCA interpretará o quarto trecho da série “Bachianas Brasileiras”.

Escrita entre 1930 e 1941, o conjunto é um dos mais famosos, uma vez que as composições reúnem traços do folclore brasileiro, em especial a música caipira, e formas pré-clássicas. Já de Carlos Gomes, considerado o mais importante compositor de ópera brasileiro, será tocada a obra “O Burrico”. Outro homenageado pela OCA será o manauara Claudio Santoro, com a interpretação de “Ponteio”.

Homenagem em vida – Ainda no Café Concerto – Música Brasileira, outro homenageado será Edmundo Villani-Cortês, maestro e pianista nascido em Juiz de Fora (MG), que ainda se encontra em plena atividade. Segundo o maestro Marcelo de Jesus, essa parte do espetáculo é a mais importante e grandiosa, uma vez que ele deve tudo o que aprendeu sobre Composição ao mineiro. “Ele foi o meu professor e orientador na UNESP, por isso, nesse tempo, ficamos muito próximos. Eu me sinto muito à vontade interpretando uma obra do Villani-Cortês, sempre com muito respeito, é claro”, contou o maestro em entrevista.

Na manhã do domingo (11), serão interpretadas as “Cinco Miniaturas Brasileiras”, escritas por Villani-Cortês em 1993, especialmente para a orquestra de cordas. “Executar essa obra com a segurança de ter aprendido com o mestre, não tem satisfação maior! Ainda mais quando se sabe exatamente como ele gosta. Não é à toa que Edmundo Villani-Cortês já deu declarações públicas sobre a Orquestra de Câmara do Amazonas, como no Memorial da América Latina, em 2010”, recorda Marcelo de Jesus.

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