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Os desafios de Mada em Iranduba vão além da falta de dinheiro

Prefeita de Iranduba-AM, Maria Madalena de Jesus
Prefeita de Iranduba-AM, Maria Madalena de Jesus
Redação
Escrito por Redação

Em meio às manchetes negativas, prisões e ameaças de delação premiada, a prefeita Maria Madalena de Jesus (PSDB), a Mada, enfrenta desafios e problemas deixados por gestões anteriores e outros criados a partir da sua posse na prefeitura do município de Iranduba, situado na Região Metropolitana de Manaus, e tenta transformar a herança maldita em solução para o município.

Começou pela retirada de 600 carradas de Lixo e entulho da sede, teve que combater o inchaço da folha de pagamento dos comissionados contratados pelo prefeito anterior e continua tendo que colocar água nas casas de cinco comunidades e mais a sede, em tempo recorde.

O município continua em ebulição, com manchetes negativas diariamente nas mídias da capital, mas de maneira simples, ela diz que o seu principal objetivo “é zelar pelo bem estar do povo e das atividades cotidiana da cidade, como: coleta do lixo acumulado há meses, a educação precarizada pela gestão anterior, a saúde e o transporte visto como um dos mais caros da região, incluindo Manaus.

De acordo com a prefeita, a situação dos servidores públicos não está fácil. Os da educação, pior ainda. Quando ela assumiu, fez um decreto para determinar um dos maiores cortes de pessoal nesse setor, que o município já havia presenciado. “Tinha muita gente recebendo sem trabalhar”, explicou.

A folha da educação, segundo Madalena, estava inchada, com dinheiro indo em direção errada e, não sobrava recurso para a educação propriamente dita. Educação e saúde são verbas específicas, com 60% dos recursos destinados à folha de pagamento e 40% para as demais atividades educacionais, reformas de escolas, merenda e transportes escolares. Esses custos estão passando por uma espécie de enxugamento.

O ano letivo vai até 18 janeiro de 2016. Um dos motivos pelo qual ainda não foi possível fazer o enxugamento integral, que pretende. Até lá, ela terá que manter o transporte escolar como está, os contratos da gestão do prefeito afastado e até os comissionados contratados pelo prefeito anterior.

“Se tirar um professor de contrato da sala de aula, vai prejudicar a educação dos alunos”, destaca. Por isso, a prefeita pretende manter esse pessoal por mais um mês e meio, até, iniciar a próxima gestão e o ano letivo de 2016. “A folha continua inchada por mais 1,5 mês e, no próximo ano, voltam todos os professores efetivos, porque não precisa fazer concurso, a não ser para a área da educação infantil”, conclui.

A situação dos servidores públicos, de um modo geral, é crítica, mas de acordo com a prefeita, estão sendo “estudados todos os caminhos” para se chegar a uma solução prática, definitiva. Mas é no setor do saneamento básico e do reordenamento urbano, o seu principal desafio. Uma das questões levantadas por ela, é o abandono pelo qual passou a vila do Cacau Pireira.

Sempre esquecido pelas administrações anteriores, o Cacau Pireira terá prioridade na sua gestão, garantiu a prefeita, que já ordenou a coleta do lixo e entulhos a partir dessa semana e disse que vai encontrar uma solução para o problema da água potável na comunidade.

A água no município de Iranduba acumula problemas que vai do Veneza ao Bim, do Rio Negro ao Solimões. “O Iranduba não é só a sede, banhado pelos Rio Negro e Solimões, ele tem cinco distritos, o Cacau com Mais de 20 mil habitantes, o Lago do Limão, o Janauari, Acajatuba e o Ariaú. Iranduba tem 40,735 mil habitantes no município, sendo 50% residentes na sede e o restante na área rural (dados do IBGE).

Não é só a sede, que tem problemas e esse foi o erro das gestões anteriores, que sempre viraram as costas para a vila do Cacau Pireira, que está do outro lado da ponte, mas é vista a olhos nus pela população de Manaus e das outras comunidades que concentra a maior captação de renda do município.

Transportes

O custo dos transportes de passageiros do município à capital e vice versas é alto, contém vícios embutidos na questão e há anos vem sendo denunciado sem que haja uma solução para o setor. Em uma reuniões com os empresários dos transportes, a prefeita foi informada de que existe um percentual de taxas, encargos e reajustes embutidos no valor da passagem com base em Manaus. Como o setor dos transportes é vinculado, onera também o valor das tarifas na região do Iranduba.

O que se pretende fazer, é rever a documentação, a idade dos ônibus, o tratamento com os usuários dos transportes coletivos. Mesmo assim, a prefeita Madalena afirma que “não vê como mudar o valor da passagem na catraca, uma vez que, vem sendo feito reajustes da tarifa regularmente em toda a Região Metropolitana de Manaus, como um todo”. Entretanto, continua insistindo que é o transportes mais caro que existe em todo o Amazonas.

Ano eleitoral de 2016

A prefeita Maria Madalena diz que não é candidata à reeleição em 2016. Mesmo com os bastidores anunciando, a sua candidatura só acontecerá se os resultados do seu mandato tiverem uma boa avaliação da população. Até janeiro ela deve trabalhar com a orientação do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), sempre buscando informações capaz de manter a governabilidade.

Em 2016, de março para a frente, começa o ano eleitoral e é aí que a prefeita Madalena vai decidir pela sua candidatura. Na lista de adversários, ela cita nomes carimbados e conhecidos da população do município como: Nonato Lopes, Leonel Feitosa, Rafael Romano, Josildo Oliveira, Chico Doido e mais alguns, que ainda não entraram na lista. “Não tenho medo da concorrência, sei ganhar e sei perder”, assegura.

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