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PA: Forro de escola cai, mas aulas continuam em Belém

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Redação
Escrito por Redação

O cenário nem parecia uma sala de aula, com sujeira para todo lado e parte do forro caído perto dos estudantes.
Entre os alunos da Escola Estadual Raymundo Martins Viana, a sensação é de medo. Na tarde de ontem, a reportagem foi até a sala 104, no 2º andar da escola, na avenida Augusto Montenegro, bairro Parque Verde, em Belém, e constatou o absurdo: mesmo diante do perigo de que o forro continue desabando, os alunos assistiam à aula naquela sala normalmente.

As denúncias chegaram ao DIÁRIO ontem, mas, segundo os estudantes, o desabamento de parte do forro ocorreu no último fim de semana. “Tivemos aula no sábado à tarde e ainda não havia quebrado”, diz uma adolescente, que pediu que o seu nome não fosse divulgado. De acordo com outro aluno, o forro já demonstrava sinais de que ia cair.

“Quando chove aqui, a sala fica toda alagada. O telhado está ruim, a água cai no forro e enche de goteiras. Esse forro já ameaçava cair”, afirma.

SUJEIRA

Ontem, 1º dia útil após a queda de parte do forro, nenhuma providência parecia ter sido tomada. Os cerca de 40 alunos continuavam tendo aulas na sala. A sujeira provocada pela quebra de parte do teto também não foi retirada.

Pelo menos 2 metros do forro de PVC ficaram diretamente comprometidos com o desabamento.

A madeira que segura o forro estava destruída pelos cupins. Com medo de represálias, os alunos preferiram não ser identificados e os professores não quiseram comentar a situação. “Quando protestamos, no ano passado, por causa da péssima qualidade da água, a direção queria expulsar alguns alunos que estavam à frente da manifestação”, justifica um dos estudantes.

Ainda segundo eles, a péssima estrutura do prédio não é o único problema. Os estudantes reclamaram também da falta de limpeza em todo o espaço e disseram que a água nos bebedouros tem gosto de ferrugem. Afirmaram ainda que não há água para a limpeza dos banheiros.

A direção da escola foi procurada pela reportagem, mas preferiu não comentar o caso. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) também foi acionada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

(DOL)

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