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PA: paraense sofre para fazer ligações

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Redação
Escrito por Redação

No mundo globalizado de hoje acessar a Internet do smartphone, navegar pela banda larga em casa e ter TV por assinatura, para muitos, deixou de ser um luxo para se tornar cada vez mais uma necessidade. Apesar da clara estratificação social existente no Brasil, as famílias de baixa renda vêm tendo cada vez mais acesso a essas tecnologias que, sem dúvida, facilitam nossa vida. Entretanto o bônus crescente traz junto o ônus: as operadoras de telefonia celular, principalmente; e as de TV por assinatura lideram os rankings de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor pelo país afora. No Pará não é diferente.Nas próximas edições o DIÁRIO traçará um raio-x desses setores, mostrando qual o tamanho desse mercado, que serviços prestam, quais os maiores problemas que os consumidores enfrentam, quais as empresas campeãs de queixas no Procon, o que a legislação prevê em casos de descumprimento de contratos, qual a posição dos órgãos de proteção ao consumidor e da agência reguladora em relação às inúmeras irregularidades que ocorrem no setor de tecnologia e, por fim, mostrar como o consumidor vem enfrentando essa realidade para que se tenha uma noção exata do tamanho do problema, dando dicas para evitar que caia em armadilhas e como enfrentar abusos contratuais.

 
Dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que o Brasil fechou abril de 2015 com 19,76 milhões de acessos de TV por assinatura, com 841.845 acessos na região Norte, estando presente em 17,26% domicílios na região. O Pará está em segundo lugar em acessos na região com 313.704, e em quarto lugar em densidade, estando em 13,79% dos lares paraenses.

No que se refere à banda larga o Brasil contava com 24,61 milhões de acessos fixos em abril, estando presente em 37,22% dos domicílios. Nesse item o Pará lidera disparado o ranking de acessos, com 260.539, mas fica em apenas sexto lugar entre os sete Estados da região em densidade, estando presente apenas 11,46% dos domicílios paraenses, ficando à frente apenas do Estado do Amapá (10,39%).

Já em relação aos acessos móveis o Brasil registrou, em abril 283,52 milhões de linhas ativas e tele densidade de 138,94 acessos por 100 habitantes. No quarto mês de 2015, os acessos pré-pagos totalizavam 213,46 milhões (75,29%) e os pós-pagos 70,06 milhões (24,71%). No norte foram registrados 20,58 milhões de linhas ativas, com tele densidade de 118,23. Em abril o Pará liderava o número de linhas ativas com 9.397.353. Já a tele densidade foi de 115,38, colocando nosso Estado em quinto lugar, à frente do Amazonas e Roraima.

Em agosto do ano passado as quatro operadoras de telefonia móvel em atuação no Pará assinaram um Termo de Compromisso chancelado pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público do Estado estabelecendo metas de investimento a fim de promover melhorias no serviço ofertado. O acordo foi fruto do trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Assembleia Legislativa que investigou desde novembro de 2013 a situação da telefonia em todas as regiões do Estado.

O acordo foi assinado pelo então deputado estadual Edilson Moura (PT), que relatou a comissão; pelo presidente da AL, deputado Márcio Miranda (DEM), pelo presidente da CPI, deputado Eduardo Costa (PTB) e pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), com representantes de cada uma das operadoras, contendo os investimentos que as empresas farão no Estado a fim de promover melhoras nesse sistema, para que os usuários não tenham os prejuízos que têm hoje como clientes de operadoras de telefonia móvel. O ato encerrou os trabalhos de investigação e marcou o encerramento dos trabalhos da CPI, ocorrido em setembro passado.

(DOL)

 

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