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PA: sem pediatra, PSM deixa famílias do lado de fora

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Redação
Escrito por Redação

Pais de crianças que precisaram de atendimento na noite de ontem no Pronto-Socorro Municipal (PSM) do Guamá reclamam que o hospital estava sem pediatra. As crianças chegavam a todo momento, mas eram barradas no portão do hospital. “O porteiro disse que o pediatra ainda não chegou e que era para esperar porque não era certeza de o médico vir hoje”, denunciava Dora Pereira, à porta do pronto-socorro. Ela havia levado a filha de 3 anos ao hospital com a esperança de ser atendida. A menina se machucou à tarde na escola, quando brincava com um pedaço de pulseira de metal. Uma parte do objeto entrou no nariz e a criança passou a
reclamar de dores.DO LADO DE FORA

 

Dora não foi a única a não conseguir atendimento no PSM do Guamá. O casal Marcos e Ana Paula Pereira saiu de Icoaraci com a filha de 3 anos no colo. Eles pegaram dois ônibus para chegar ao hospital, mas o trajeto foi feito em vão. A menina, que estava com o nariz inchado devido à inalação de um pedaço de algodão, também não foi atendida devido à falta de pediatra.

O casal também foi aconselhado a aguardar do lado de fora do hospital, pois dentro não havia mais espaço para pacientes. A mãe da menina indignou-se com a situação. “Isso é um grande absurdo. Além de não sermos atendidos, ainda temos de esperar em pé do lado de fora. Nunca vi tanta falta de respeito”, reclamou.

SEM MÉDICOS

Os casos se multiplicavam a todo momento no PSM. Nos 20 minutos em que a equipe de reportagem ficou em frente ao hospital, pelo menos seis crianças chegaram em busca de atendimento de urgência.

O eletricista Selmo Andrade desistiu de esperar e resolveu levar o filho de 5 anos para uma Unidade de Pronto-Atendimento. A criança estava com febre, vômitos e dores no corpo.

“Eu é que não vou ficar aqui para ver meu filho morrer por falta de médico. Vou procurar recurso em outro lugar”, reclamou.

Até as 20h nenhum pediatra havia chegado ao pronto-socorro do Guamá.

(Diário do Pará)

 

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