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Paraense é premiado em congresso de medicina na China

Ele ganhou o prêmio International Microsurgery Trainee Award/Foto: Divulgação
Redação
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Ele ganhou o prêmio International Microsurgery Trainee Award/Foto: Divulgação

Ele ganhou o prêmio International Microsurgery Trainee Award/Foto: Divulgação

O aluno de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA), André Valente, foi premiado no 13º Congresso da Sociedade Internacional de Microcirurgia Experimental, realizado no mês de agosto, na cidade de Tianjin, na China. Ele ganhou o prêmio International Microsurgery Trainee Award pela pesquisa que trata a substituição do uso do microscópio pelo da câmera digital para o ensino de microcirurgias.

André Valente mostrou as vantagens da utilização da câmera digital durante os ensinamentos da microcirurgia. Com o novo método, mais alunos poderão acompanhar as aulas, além de reduzir o custo em até 100 vezes.

“A câmera tem um custo muito inferior ao do microscópio. Enquanto se adquire uma câmera por cerca de R$ 3 mil, um microscópio custa em torno de R$ 30 mil. Os de ponta chegam a custar R$ 300 mil. Além disso, a câmera permite que várias pessoas acompanhem o que está sendo realizado pelo cirurgião, facilitando sua aplicação no ensino”, observou Daniel Haber, parceiro de pesquisa de André.

Além de André e Daniel, Denílson Feitosa (UEPA). Luan Teles, da Universidade Federal do Pará (UFPA); e Eduardo Gouveia, do Cesupa, também representaram o Laboratório de Cirurgia Experimental (LCE) no congresso na China.

Outra pesquisa em desenvolvimento no LCE pode proporcionar mudanças na recuperação de vítimas do escalpelamento, acidente ainda comum pelos rios do Pará. A técnica propõe a recuperação e reimplante do escalpo, em substituição ao procedimento padrão atual, que envolve enxertos de pele retirados da coxa para repor a pele perdida. O egresso da Uepa, Vitor Nagai, em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), identificou uma espécie de coelho com fluxo sanguíneo similar ao humano. A equipe então aprofundou o estudo, realizando experiências de reimplante de escalpo nos coelhos.

“Os resultados foram um enorme sucesso. O escalpo foi 100% recuperado, inclusive com nascimento dos pelos. A única diferença que observamos foi que as orelhas ficaram levemente mais caídas do que eram anteriormente”, relatou Denílson Feitosa. (G1)

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