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Pesca extrativa e aquicultura terão ordenamento de espécies no Amazonas

A pesca do tambaqui, a mais exercida/Foto: Divulgação
A pesca do tambaqui, a mais exercida/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Um levantamento estatístico sobre os recursos pesqueiros do Amazonas, será realizado, ainda no primeiro semestre deste ano, pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), tendo como meta, levantar as informações relacionadas à pesca extrativa e aquicultura, a fim de se ter o ordenamento e maior controle sobre as espécies de peixes produzidas no Estado.
A proposta foi aprovada na 44ª reunião extraordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Amazonas (Cemaam), realizada no ultimo dia 16. O projeto terá aporte financeiro de R$ 266,432 mil, sendo R$ 102 mil da Sepror e a outra parcela do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA).

O levantamento estatístico será executado, em 12 meses, e vai contratar mão de obra local para a coleta das informações nos municípios de Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Humaitá, Parintins e Tabatinga.

O titular da pasta da Produção Rural, Sidney Leite, destacou que a estatística pesqueira tem caráter ambiental e socioeconômico. “Definir políticas eficazes de preservação, comercialização e distribuição das espécies de peixe demanda essas informações. É preciso coletar, in loco, os dados biológicos das espécies e o comportamento reprodutivo das mesmas, verificando os impactos das mudanças climáticas sobre o estoque pesqueiro”, disse.

Pontos de desembarque – De acordo com o secretário executivo de pesca e aquicultura da Sepror, Geraldo Bernardino, esses seis municípios representam os principais pontos de desembarque do Estado e contribuem com pelo menos 60% da produção de pescado no Amazonas. Em cada município serão feitas amostragens para coletar informações como tamanho, espécie, período em que foi pescado, de onde vem e o tipo de pesca utilizada.

“Com este monitoramento será possível obter instrumentos que amparem a legislação pesqueira”, comentou Bernardino, ao destacar que uma das preocupações da pasta é manter o equilíbrio na reprodução, renovação e captura das espécies. “O Amazonense é o que mais consome peixe no País. Todos os meses dezenas de toneladas de peixes são tiradas dos rios. Esse levantamento também prevê a contagem de peixes que desembarcam diariamente em Manaus, assim poderemos comparar a quantidade que é retirada lá no leito do rio pelo pescador com o volume que chega às feiras da capital”, analisou.

A partir da aprovação do projeto de estatística pesqueira pelo Cemaam, a expectativa é que o trabalho de campo inicie em meados do mês de maio próximo e encerre no mesmo mês de 2017.

Trabalho de coleta –  Para fazer o levantamento de dados serão contratados 7 técnicos, que vão coletar informações nos locais de desembarque de pescado. A próxima etapa é de entrevistas, que serão feitas em 4 dias escolhidos (os de maior frequência de atracação nos terminais das 6 cidades), onde serão entrevistadas 10 embarcações diariamente. Além disso, os Engenheiros de Pesca farão a biometria de 15 peixes por espécie.

O coordenador da Sepa/Sepror em cada município fará o relatório e em seguida as informações serão disponibilizadas em um banco de dados que permita arquivamento e acesso. As atividades serão desenvolvidas pela Sepa/Sepror sob fiscalização do Cemaam.

Amazonense é o maior consumidor de peixe do país – Segundo informações da Embrapa, o consumo de pescado no Amazonas supera e muito a média brasileira. Enquanto o amazonense consome uma média de 54 kg de peixe por ano, no restante do país a média é de 6kg.

Dados estimados da Produção Pesqueira no Amazonas de 2009 a 2015 (dados da SEPA) –  No ano de 2015, a produção de pesca extrativa no Estado foi de aproximadamente 207 mil toneladas. Desses, 127 mil da pesca comercial e 80 mil toneladas da pesca para consumo próprio. Segundo dados da SEPA, existem cerca de 120 mil pescadores registrados no Amazonas.

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