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Pesquisa vai avaliar presença do Zika vírus nos fluídos corporais

Pesquisadores reunidos na FMTHD, em Manaus/Foto: Divulgação
Redação
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Pesquisadores reunidos na FMTHD, em Manaus/Foto: Divulgação

                        Pesquisadores reunidos na FMTHD, em Manaus/Foto: Divulgação

As instituições envolvidas na pesquisa, de âmbito internacional, que irá avaliar a presença e a persistência do Zika vírus nos fluídos corporais (lágrima, saliva, leite materno, secreções vaginais e esperma) concluíram, ontem (27), em Manaus, o protocolo que será adotado nos estudos, parte importante do processo, para que a pesquisa inicie os estudos de campo.
O trabalho foi realizado na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), na terça-feira (26), e na quarta-feira (27), reunindo pesquisadores da unidade e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro e de Pernambuco; Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Ministério da Saúde (MS).

O objetivo da pesquisa, conforme explica a diretora-presidente da FMT-HVD, é avançar, no sentido de esclarecer a possibilidade de transmissão do Zika vírus por outras vias, que não a da picada do mosquito Aedes aegypti. A intenção do grupo de pesquisadores é submeter o protocolo à avaliação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), já na próxima semana. “Se for aprovado, o estudo será iniciado ainda este ano”, afirma Graça Alecrim.

O diretor de Ensino e Pesquisa da FMT e pesquisador da Fiocruz, Marcus Lacerda, destaca que o protocolo define, entre outras coisas, quantos pacientes irão participar do estudo e quanto tempo deverão ser acompanhados, para que se comprove ou não a permanência do Zika vírus nos fluídos corporais. O estudo será conduzido pela FMT e Fiocruz do RJ e PE.

A médica sanitarista Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do MS e que coordena o grupo de pesquisa, ressalta que existem poucos estudos sobre o Zika e que alguns apontam, por exemplo, evidências da transmissão do vírus pela via sexual. “Ainda existem muitas dúvidas para serem respondidas. O estudo pretende identificar quanto tempo o vírus permanece ativo no corpo do indivíduo e por onde ele pode ser transmitido. Os resultados vão ajudar inclusive na prevenção”, diz ela.

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