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Pesquisadora quer identificar incidência das arboviroses no Amazonas

Aedes Egypti, transmissor da Dengue e Chicungunya/Foto: Arquivo
Aedes Egypti, transmissor da Dengue e Chicungunya/Foto: Arquivo
Redação
Escrito por Redação

Com o objetivo de contribuir as campanhas de controle e a prevenção da Dengue e da Chikungunya, além dos arbovírus Orupouche e Mayaro, a pesquisadora Regina Maria Figueiredo, está investigando, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a incidência das arboviroses nos municípios de Manacapuru, Itacoatiara e Tefé.
De acordo com a pesquisadora, o estudo deve finalizar em julho deste ano e norteará os órgãos estaduais e municipais quanto à adoção de medidas de prevenção, combate e controle das doenças na região amazônica.

“Encontramos Dengue em todos os municípios estudados, além de Oropouche  e Mayaro, em Tefé. O estudo provê informações relevantes sobre os arbovírus que circulam nestes municípios, contribuindo para as ações de controle e prevenção de doenças em nossa região”, disse a pesquisadora.

Segundo Regina Maria Figueiredo, a identificação da existência dos vírus nos municípios permitirá que um diagnóstico efetivo seja realizado. “Até então, não havia o conhecimento sobre os tipos de Dengue que circulavam nestes municípios, nem se sabia com certeza sobre a existência de Oropuche e Mayaro, em Tefé”, disse.

Os estudos fazem parte do projeto de pesquisa “Detecção de arbovírus de importância médica (Flavivirus, Orthobuyanvirus e Alphavirus) em pacientes atendidos em três municípios do Estado do Amazonas” com aporte financeiro no âmbito do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) do Ministério da Saúde e executado pela Fapeam em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Diagnósticos – De acordo com resultados parciais divulgados pela pesquisadora, nas amostras dos pacientes do município de Tefé foram encontrados o Dengue sorotipo 4, em Manacapuru o Dengue sorotipo 3 e Dengue 4 e, em Itacoatiara, apenas o vírus Dengue sorotipo 4. Os resultados foram obtidos através do método transcrição reversa conjugada a reação em cadeia da polimerase (RT-PCR).

“Com a utilização do protocolo desenvolvido pela Fiocruz Amazônia encontramos a infecção por Oropouche e Mayaro. Como se trata de um novo protocolo, novos testes estão em andamento para a confirmação dos resultados”, explicou Regina Maria Figueiredo.

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