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Petroleiros suspendem paralisação, mas mantém ‘estado de greve’

Petroleiros suspendem greve, mas podem voltar/Foto: Arquivo
Redação
Escrito por Redação

Após 14 dias de greve, os trabalhadores da Petrobras, empresas subsidiárias e terceirizadas, aprovaram a suspensão do movimento, em assembleia geral da categoria, realizada na manhã de hoje, sábado (14), em frente à Reman – Refinaria de Manaus. Mantém-se, no entanto, o chamado “estado de greve”, que prevê a reconvocação dos trabalhadores, no caso de não cumprimento dos acordos firmados com a empresa. Os petroleiros voltam aos seus postos de trabalho, na segunda-feira (16).
A suspensão, ao menos temporária, da greve atende à indicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que intermediou a negociação com a direção nacional da Petrobras, no Rio de Janeiro, durante toda a semana. Os petroleiros querem a manutenção dos direitos trabalhistas do Acordo Coletivo de Trabalho dos dois anos anteriores e a revisão do Plano de Gestão e Negócios até 2019 da estatal, que prevê venda de ativos e drástica redução de investimentos na empresa, o que pode gerar demissões em massa nos próximos anos.

Segundo o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Carneiro, o saldo da greve é positivo. “Mantivemos a nossa pauta de acordo coletivo, sem nenhum direito a menos. A Petrobras queria reduzir 30 cláusulas e alterar 91. Saímos de um reajuste que seria de 8,1% pra 9,5%, que é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Especial, mede variação de preços no comércio)”, disse o líder, que participou das negociações no Rio de Janeiro da Pauta pelo Brasil, nome dado ao pacote reivindicatório da FUP.

Ainda segundo Carneiro, um grupo de trabalho formado por cinco membros da FUP e cinco da Petrobras irá acompanhar a execução do acordo – cuja aprovação nas bases estaduais tem sido parcial – além de discutir e elaborar soluções para questões como o “desinvesvimento” e desmonte da empresa apontado pela categoria, segurança no trabalho, entre outros, sob a luz da Pauta pelo Brasil. Se, dentro de um prazo de 60 dias, a empresa não atender às reivindicações, os trabalhadores voltam a paralisar suas atividades.

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