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PF cumpre mandado na Federação de Taekwondo em Manaus

A Polícia Federal deflagrou a operação Nemeus/Foto: Reprodução
Redação
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A Polícia Federal deflagrou a operação Nemeus/Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou a operação Nemeus/Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação que cumpre 16 mandados judiciais, um deles de prisão preventiva, contra uma quadrilha responsável por fraude em licitações e desvio de recursos públicos do Ministério do Esporte destinados a confederações esportivas.

A Operação Nemeus, como foi batizada, prevê ainda uma notificação judicial de afastamento do presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), Carlos Fernandes.

Os agentes da Polícia Federal cumprem os mandados em escritórios e residências em Belo Horizonte, Manaus, Caxias do Sul e no Rio de Janeiro. No Rio, são oito mandados de busca e apreensão, quatro conduções coercitivas e um mandado de prisão preventiva. Além disso, diligências são realizadas nas sedes das confederações de taekwondo e de tiro esportivo, e também de empresas ligadas às fraudes.

No início de julho, uma reportagem do programa “Fantástico” da TV Globo revelou um esquema de fraudes envolvendo a empresa SB Marketing e Promoções e dirigentes de confederações esportivas, uma delas a CBTKD.

A empresa falsificaria documentos, com a conivência dos dirigentes de confederações, para vencer licitações e gerir verbas destinadas pelo Ministério do Esporte, realizando serviços por preços muito acima do valor de mercado. O valor total dos convênios suspeitos com a participação da empresa ultrapassa a casa de R$ 30 milhões.

HISTÓRICO TURBULENTO
O histórico recente da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) é marcado por turbulências antes mesmo de vir à tona a denúncia de fraudes envolvendo a empresa SB Marketing e Promoções. O presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, foi acusado de ter burlado o estatuto da entidade entre 2011 e 2012, às vésperas da eleição que o manteve no cargo.

À época, três federações estaduais que faziam oposição a Fernandes foram desfiliadas. Fernandes, eleito para o cargo em 2010, alterou o estatuto para proibir que pessoas não nascidas no Brasil fossem eleitas para a presidência da entidade, veto que atingiu as federações de Minas Gerais e São Paulo, ambas presididas na ocasião por sul-coreanos. Além disso, foi desfiliada a federação de Roraima, que havia declarado apoio aos candidatos de oposição.

Fernandes acabou reeleito para o cargo em 2013, quando teve sua cassação pedida pelo lutador Diogo Silva, ouro no Pan de 2007 e semifinalista nas Olimpíadas de Atenas-2004 e Londres-2012. Um dos principais expoentes do taekwondo no Brasil, Diogo acusou Fernandes de conduzir uma gestão “ditatorial” na CBTKD, além de desviar recursos públicos para uso próprio.

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