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PF faz operação contra fraudes em fundos de pensão

Léo Pinheiro chega à sede da Polícia Federal/Foto: Futura Press
Léo Pinheiro chega à sede da Polícia Federal/Foto: Futura Press
Redação
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Léo Pinheiro chega à sede da Polícia Federal/Foto: Futura Press

                          Léo Pinheiro chega à sede da Polícia Federal/Foto: Futura Press

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, segunda-feira (05), a Operação Greenfield, que investiga crimes de gestão temerária e fraudulenta em quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis, operação que conta com o auxílio técnico do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O ex-diretor da construtora OAS, Léo Pinheiro, foi encaminhado à sede da Polícia Federal, em São Paulo, após ser alvo de condução coercitiva.

Ao todo, 560 policiais federais cumprem 127 mandados judiciais expedidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. A Justiça determinou ainda o seqüestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação, no valor aproximado de R$ 8 bilhões.

De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de dez casos investigados que revelaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizados de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (fundos de Investimentos em Participações).

Durante as investigações, foram identificados um núcleo empresarial, um núcleo dirigente de fundos de pensão, um núcleo de empresas avaliadoras de ativos e um núcleo de gestores e administradores dos FIPs.

Os investigados responderão por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/86.(Terra/AgBr)

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