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Piratas armados e usando fardas da PM assaltam balsa no Rio Solimões no AM

Rio Solimões. onde os ataques são mais constantes/Foto: Sindarma
Rio Solimões. onde os ataques são mais constantes/Foto: Sindarma
Redação
Escrito por Redação

As embarcações, que navegam em rios do Amazonas, continuam sendo alvos de ataques de piratas. Na madrugada de ontem, segunda-feira (18), um grupo de piratas interceptou uma embarcação que transportava carga geral no Rio Solimões, em trecho próximo a Coari, fortemente armados com fuzis, metralhadoras e pistolas, rendendo os tripulantes para na sequência, saquearem a balsa. Alguns dos integrantes da quadrilha utilizavam fardas e coletes da Polícia Militar. Celulares, equipamentos e dinheiro foram roubados.
O caso foi denunciado por navegadores e pela empresa assaltada ao Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma).

O comandante da embarcação, que preferiu não ser identificado, temendo retaliação dos criminosos, relatou que a balsa seguia de Tabatinga para Manaus, quando foi interceptada pela quadrilha no trecho conhecido como Paraná do Laranjal. A ação ocorreu por volta de meia-noite. Quatro homens em uma voadeira – pequena embarcação movida a motor – se aproximaram da balsa e anunciaram o assalto.

Três dos criminosos entraram na balsa e um ficou na voadeira. Eles estavam armados com fuzis, metralhadora e pistolas, de acordo com um militar da Reserva da Marinha, que estava na balsa. Os piratas também estavam encapuzados. Eles renderam tripulantes da embarcação, que transportava veículos e carga geral. Havia 12 pessoas na balsa no momento assalto.

“Eles estavam em uma voadeira branca seminova de motor de 40. Todos eles estavam fardados com roupas da Polícia Militar, dizendo que eram policiais. Usavam até coletes à aprova de balas. Se comunicavam chamando de major e capitão, mas percebemos que eles estavam mentindo. Eles renderam primeiro o motorista, o marinheiro de máquina na parte de baixo. Depois subiram para render os tripulantes na parte do comando. Alguns dos tripulantes conseguiram se esconder, mas eu, a cozinheira e outro marinheiro fomos trancados no comando”, contou o comandante de 53 anos.

Segundo as vítimas, os criminosos eram violentos e chegaram a disparar contra um dos tripulantes. “De vez em quando, um deles ia até onde estávamos e apontava uma arma no meu peito. Eles falavam que queriam drogas e armas. Foi uma situação muito difícil. Um deles até atirou e quase pega na minha cabeça”, revelou ao Sindarma.

Os criminosos levaram uma quantia de R$ 2.600, nove celulares, equipamentos e pertences de um dos veículos que eram transportados. “Eles levaram dinheiro do frete, roupas e binóculos da navegação. Eles saquearam um carro, mas não especificar qual foi material retirado do carro porque estava preso no comando”, disse uma das vítimas.

O caso foi registrado na Delegacia da Polícia Civil em Coari na manhã de segunda-feira. “Estamos apreensivos em navegar com essa falta de segurança nos rios. Quando fui fazer o Boletim de Ocorrência e ouvimos relatos de outros casos de assaltos no rio na região. Em muitas embarcações a tripulação está armada justamente por causa disso”, desabafou o comandante.

A mesma empresa foi assaltada há três meses em Tabatinga. Ainda no ano passado a empresa de navegação arcou com um prejuízo de R$ 38 mil depois que 25 motores de popa foram furtados do barco ainda na orla de Manaus.

Outro caso registrado em 2015 foi o furto de uma balsa de 400 toneladas. A embarcação estava atracada em uma boia de atracação no Rio Negro, no bairro Santo Antônio, na Zona Oeste da capital. A estimativa é que o transporte fluvial tem perdas de R$ 100 milhões a cada ano com furtos e roubos de combustíveis.

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