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PMAM prestará homenagem póstuma a heróis militares falecidos

Coronel James Frota, presidirá a solenidade/Foto: PMAM
Redação
Escrito por Redação

Em solenidade a ser realizada amanhã, quinta-feira (29), a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), homenageará personalidades militares falecidas, que atuaram na corporação, e que se destacaram por seus feitos heroicos na defesa do Estado.
A solenidade denominada “Homenagem Póstuma aos Heróis da PMAM”, é uma iniciativa que tem o objetivo de renovar reconhecimento e inspiração pelos feitos de bravura praticados por homens e mulheres que deram a vida em prol da causa policial militar, em benefício da sociedade.

O evento visa relembrar feitos históricos dos milicianos da Força Policial do Estado, como os soldados José Francisco e Luís Pinho, até os heróis atuais, englobando o período de novembro de 2014 a outubro de 2015.

A homenagem presidida pelo comandante geral da PMAM, coronel Marcus James Frota, contará com a presença de autoridades civis, militares e familiares dos policiais mortos em atividade.

Contexto histórico – O movimento revoltoso das Forças Federais, ocorrido em 8 de outubro de 1910, promovendo um ataque pelas armas, que se conhece por Bombardeio de Manaus, feriu não apenas as instituições constitucionais, mas, em especial, arrasou parte deste quartel (Quartel do Comando Geral da Força Policial do Estado). Entretanto, venceram a ordem e a Força Policial, que soube defender com denodo e lealdade ao governador do Estado, Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt (1908/1912).

Em nova ocasião, o Quartel da Praça da Polícia foi cercado por Forças Federais. Em 23 de julho de 1924, a “Rebelião Tenentista” contra o governo estadual, dirigida por oficiais do 27° BC, surpreendeu a Força Policial e ao próprio governador, César do Rego Monteiro (1921/1924). Ambos foram derrotados. O Quartel permaneceu sem danos materiais, e foi defendido por um punhado de intrépidos policiais, à frente seu comandante, o Coronel (da reserva) Pedro José de Souza, que sustentou uma refrega desigual até cair ferido por balas adversárias.” Tanto esforço bélico empregado no Amazonas, fora a solução mais insensata para encerrar uma desavença política. O objetivo do canhoneio foi enxotar em definitivo o governador Antonio Bittencourt (1853-1926).

Em outubro de 1910, todavia, os mais notórios embaraços do governo de Antonio Bittencourt atingiram o ápice, ocasião em que as Forças Federais promoveram o Bombardeio de Manaus. O intento foi temporariamente alcançado, pois o Governador ausentou-se do Estado aproximadamente por vinte dias, ou seja, até que a Justiça Federal ordenou sua reintegração no governo do Amazonas. Nesse dia, o governador Bittencourt “resistiu até o final da tarde, quando o Corpo Consular e a Associação Comercial o convenceram a ceder”. Em defesa da legalidade, há notícias de que várias autoridades e homens ilustres pegaram em armas e aliaram-se à Polícia Militar do Estado, da qual, no enfrentamento, morreram dois praças. Bittencourt viajou para Belém-PA, onde aguardou a decisão da Justiça Superior do País.

Ao regressar, assumiu o governo das mãos do Vice-Governador Antonio Sá Peixoto. Em deferência aos mortos, mandou erigir um mausoléu em reverência aos praças mortos em 8 de outubro de 1910. Há 105 anos.

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